9:21Servidores da Celepar rejeitam proposta de PDV

Da assessoria de imprensa do Comitê de Trabalhadores Contra a Privatização da Celepar

Servidores da Celepar rejeitam proposta de PDV e reforçam oposição à privatização da empresa

Profissionais sinalizaram ainda indicativo de greve caso o Governo do Paraná insista em cortar os direitos dos trabalhadores

Os servidores da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) rejeitaram, em assembleia realizada nesta quarta-feira (7) em Curitiba e em outras dez regionais, a proposta de Plano de Demissão Voluntária (PDV) apresentada pelo Governo do Estado. O resultado da votação foi claro: dos 592 votantes, 439 recusaram a proposta, 148 se mostraram favoráveis e houve, ainda, cinco abstenções.

Mais do que uma rejeição aos termos do plano, a decisão expressa o repúdio da categoria ao processo de privatização da empresa pública de tecnologia, autorizada pela Lei nº 22.188/2024. Para os funcionários, aceitar o PDV significaria, na prática, endossar a entrega da Celepar à iniciativa privada – algo com o qual a maioria dos servidores não concorda.

Durante a assembleia, os trabalhadores ressaltaram que a proposta não atende às necessidades da categoria e ignora o papel estratégico desempenhado pela Celepar na estrutura do Estado. A empresa é responsável por sistemas que sustentam áreas essenciais da administração pública, como saúde, segurança, educação e finanças. A privatização, segundo os servidores, representa um risco à continuidade e à segurança desses serviços.

“A recusa ao PDV é a recusa também à privatização da Celepar. Essa proposta é parte de um processo que tenta desmontar uma empresa pública lucrativa, eficiente e estratégica para o Paraná. Os trabalhadores não aceitarão passivamente esse desmonte”, afirmou Paulo Jordanesson Falcão, representante do Comitê de Trabalhadores Contra a Privatização da Celepar.

Outra questão que foi debatida é o indicativo de greve. Os servidores decidiram pedir a anuência da empresa para entrar em dissídio. Falcão informou que caso a Celepar decida cortar os benefícios – o que na prática já vem ocorrendo – , os trabalhadores darão início ao movimento de greve. Por outro lado, se esses direitos forem mantidos e a empresa tiver interesse em negociar, eles irão exigir a retirada do PDV das cláusulas. “Isso se refere à tentativa de privatização da empresa e não a um acordo de trabalho”, comentou o advogado.

O sentimento predominante entre os trabalhadores é de que o PDV foi proposto como uma forma de viabilizar rapidamente a venda da empresa, sem diálogo real com quem faz parte da sua operação.

Falcão explicou que, com a rejeição formal do plano, o sindicato da categoria deve intensificar as medidas jurídicas e políticas para barrar a privatização. Com o impasse, aumenta a pressão sobre o Governo do Paraná para que suspenda temporariamente o processo de desestatização – previsto para ocorrer até 2026 – e reabra o diálogo com os servidores e com a sociedade civil.

Com a rejeição formal ao plano, o sindicato da categoria deve intensificar as medidas jurídicas e políticas para barrar a privatização. “O que está em jogo não é apenas o futuro dos empregos, mas a soberania tecnológica do Estado do Paraná. A Celepar é patrimônio público e sua venda fere o interesse coletivo”, concluiu Falcão.

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2 thoughts on “Servidores da Celepar rejeitam proposta de PDV

  1. Aquino Brandão

    Os governadores criam o problema enchendo a Companhia de cargos políticos que ganham sem fazer nada enquanto os concursados trabalham arduamente para manter os dados do povo sob segurança, aí vem os deputados e aprovam a privatização para que algum “sócio” ganhe a concorrência e tenha tudo à mão no melhor interesse do privado… é uma piada esse governador, assim como cada um que já passou por aqui.

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