de Mário Montanha Teixeira Filho
Nasce o sol e quase ninguém vê,
surge o texto e quase ninguém lê,
chega o sonho e quase ninguém crê, e eis que tudo corre: o corpo, o tempo, a vida.
Há compromissos a cumprir,
contas a pagar, créditos a receber,
protocolos, horários fixos,
palavras poucas, discretas roupas.
E tudo morre sem que se perceba,
como o destino triste a troncho
dos burocratas, a solidão dos visionários, o amor perdido numa noite fria.