Rafael Greca está na muda – e mudo sobre o que pretende fazer depois de entregar a prefeitura de Curitiba ao sucessor. É certo que, como aqui foi publicado, há meio ano lhe acenaram a possibilidade de concorrer ao Senado na possível vaga de Sergio Moro, em caso de cassação. Respondeu um não bem grande. Na barafunda que vai ser a disputa do ano que vem, ele vai aparecer bastante para catapultar a candidatura de seu vice, Eduardo Pimentel, que também tem apoio do governador Ratinho Junior, mas o mistério vai continuar sobre o futuro imediato. Num exercício de previsão, dá para dizer que o destino que previu desde quando era vereador está do outro lado da praça Nossa Senhora de Salete, que separa a sede da prefeitura da do governo do Paraná. Mas entre deixar o seu terceiro mandato no Executivo Municipal e a eleição para o governo, há dois anos a serem percorridos. É provável que ele se transforme num secretário de Estado com poder suficiente para convencer o eleitorado paranaense, mas se existe este acordo, ele e Ratinho Junior se recusam até a pensar, para ninguém próximo captar. Os problemas de saúde também são uma preocupação que ele deve ponderar – e talvez passe um tempo cuidando disso antes de decidir se aventurar num disputa estadual. Mas está na muda e segue uma máxima dos políticos espertos: quem não abre a boca não engole mosca.