por José Maria Correia
Domingo é o sétimo dia da semana , o de descanso e também de apreciar a sétima arte, o cinema.
Hoje teremos mais uma daquelas festas chatas produzidas pela indústria cinematográfica para divulgar seus filmes.
Quem vem de longe como eu já aguentou o comediante Bob Hope por 18 anos apresentando a cerimônia do Oscar diante de um público que fazia de conta que ria de suas piadas como as plateias de Silvio Santos fazem hoje.
Hope um comediante amado pelos americanos foi uma espécie de padrinho das forças armadas e propagandista da indústria da guerra o que o tornou muitas vezes premiado pela Academia que mantém uma veia política muito forte.
Pelo mesmo critério negaram a Charles Chaplin ( o
maior gênio do cinema) o Oscar e o expulsaram dos Estados Unidos .
E na lista negra de Hollywood que contrata e produz, mas não premia os que são anti-establishment, estava também outro gênio que mudou a história do cinema , Stanley Kubrick de quem sou admirador e estudioso pelas obras magníficas como – Gloria Feita de Sangue e todas as outras.
Não à toa Marlon Brando, o monstro sagrado, fez questão de não comparecer para receber sua estatueta .
De toda forma, se já não assisto a cerimônia me interesso pelas críticas e performance dos cineastas , atores e atrizes.
Este ano a safra é fraca, talvez ainda efeito da pandemia,mas tudo indica que – Nada de Novo no Front, um trágico e pesado filme alemão anti-guerra deva ser o mais premiado, já ganhou 7 Baftas , maior premiação da Inglaterra.
Falam muito na produção independente Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo como candidato ao melhor filme, não faz o meu estilo embora a mensagem seja interessante.
Torço por um prêmio de fotografia para Bardo que me encantou, de trilha sonora para Elvis que é de minha geração e Babilônia que não é favorito para nada mas conta a história do cinema com um roteiro bem humorado, um ritmo alucinante e as presenças de Brad Pitt que atua sempre fazendo ele mesmo, quase no piloto automático, e a estonteante Margot Robbie.
Como o texto já ficou longo não perderei tempo falando de Top Gun, uma patriotada de acrobacias aéreas.
Mas gostaria de me deter nos filmes Os Banshees , Os Fablemans de Spielberg e Tár com a Cate Blanchett em sua oitava indicação ao Oscar, ela e Merryl Streep magnetizam o público cada vez que a tela é iluminada pelos projetores .
Portanto, Tár, Bardo, Babilônia e Imperio da Luz com a Olivia Colman que interpretou a rainha na série The Crown ( outro filme tendo cinema como tema).
Faltou falar do filme Baleia, sombrio, desesperador , uma peça de teatro levada para o cinema com o ator Brendan Fraser interpretando um ser humano delicado aprisionado em um corpo deformado por mais de duas centenas de quilos .
Há quem tenha achado o filme Gordofóbico, achei o contrário , é humanista ao extremo mesmo sendo de uma tristeza absoluta.
Claro quem quiser saber mais ou já sabe pode abrir os sites especializados com comentários feitos por críticos.
Sou apenas um espectador constante e sempre encantado com a literatura e o cinema.
Que seria da vida sem a arte?