Arquivo mensais:setembro 2022

11:04Vamu ri!

A piada do dia nos corredores do poder em Curitiba é que, na impossibilidade de criar algo como o Ferreirinha, o pistoleiro fake da campanha vitoriosa de 1990, Requião pensa  em apresentar o hacker do djanho, para tentar pelo menos ir ao segundo turno contra Ratinho Junior na disputa pelo governo do Paraná.

10:33Duas

Talvez por causa do tempo melado e do clima pesado da eleição, um sábio venenoso do Centro Cívico que toma vinagre no café da manhã enviou duas mensagens para o blog:

  • Ratinho Junior diz em seu horário eleitoral que nunca um governador tirou tantas obras do papel. É verdade. A ponte de Guaratuba e a ampliação da Ferroeste ele tirou de um papel e colocou em outro, o dele, com carimbo e tudo.
  • Curitiba terá 500 bicicletas compartilhadas e 50 estações do serviço. Táí uma ideia que nunca deu certo – e já foi tentada várias vezes.

10:22Alô, pai!

História curitibana. O pai recebe aquele famoso telefonema de golpe onde o bandido começa com um “oi pai”. O pai solta um palavrão e desliga. Aí, telefona para o filho a fim de contar. O filho: “Claro que não era eu. Não ligo pra  ninguém, nem pra você”. O pai concorda e o filho completa: “Dá até uma história. O pai acaba se tornando intimo de um golpista por telefone, pois é um filho que liga sempre!”. Bem humorado, completa: “Como o golpista tem problemas com o pai verdadeiro – e também gosta de ligar para esse outro, continuam se falando até eles se conhecerem de verdade, na saída da penitenciária. Não é lindo?” Os dois desligam ao mesmo tempo.

9:38Quevedo

Ao ver o tal Padre Kelmon entre os candidatos à presidência do Brasil, o Gaiato da Boca Maldita lembrou do Padre Quevedo – e repetiu o bordão dele para a situação toda: “Isso non ecziste!”,

8:29Traz a cloroquina

por Voltaire de Souza

Apesar das pesquisas, atriz bolsonarista não perde o gingado e o otimismo

Nervosismo. Ansiedade. Preocupação.
É tempo de pesquisas eleitorais.
O clima era tenso no comitê do candidato.
—Desse jeito a gente perde no primeiro turno.
—Ainda tem chance de organizar um golpe?
—Cara, aí a gente perde o emprego…
—Será que general não precisa de marqueteiro também?
—Difícil, Roberto. Difícil
Chegavam as últimas informações.
—Cara… viu a situação na região Sul?
—Só tocando um tango argentino.
Foi o momento em que um perfume envolvente se fez sentir na sala de reuniões
—Oiêê!! Adoooro tango… “Volveeeer”…
Tratava-se de uma famosa atriz televisiva.
Fiel apoiadora do candidato em queda.
—Que desânimo é esse, gente
—As pesquisas não estão boas para a gente…
—Ué… E daí? E daí, gentêêê…
Os marqueteiros ficaram em silêncio.
—Alegria, Roberto, meu querido.—Mas…
—Se perder, faz parte da vida… pra quê ficar chorando?
—Você também acha que a gente está mal?
—Mal? Estamos ótimos. Como é mesmo a musiquinha?
—Qual?
—”Pra frente Brasil, Brasil…”A simpática atriz começou a dançar com inegável poder de encantamento.
—Bolsonarôôô… ganhou, ganhou… e daí?
Ela abriu um pequeno frasco de cristal.Roberto ficou curioso.
—Será que ela deu de beber?
—É cloroquina, gente… isso cura qualquer depressão.
Roberto respirou fundo.
—Me dá uma dose dupla.
E deu instruções ao garçom Dagoberto
—E traz a vodca também. Para misturar.
O médico já disse para ele parar de beber.
—Bobagem. Com meu físico de ex-atleta, eu tomo todas.
A esperança política, por vezes, é como os mortos da pandemia.
A hora do enterro demora para chegar.

*Publicado na Folha de S.Paulo

7:53LEROS

De Carlos Castelo

§ Estive pensando sobre o padre Kelmon. Isso aconteceu logo após o debate dos presidenciáveis na TV. Não sei o porquê, mas me ocorreu que já surgiram padres bem melhores em nossa História. Na hora me lembrei de alguns, tipo padre Anchieta, padre Vieira, padre Cícero, frei Caneca, dom Evaristo Arns. Foram muitos. A maioria com tino político-social bem forte. No entanto, o padre Kelmon, que eu desconhecia por completo, não me passou a mesma impressão dos sacerdotes citados. Julguei, a princípio, que minha antipatia fosse por aquele boné (ou lenço, não sei) dele. Odiei aquilo. Por vezes, me prendo a detalhes comezinhos na aparência alheia, confesso. Mas não era o boné. Era o discurso do padre Kelmon o que me causava espécie. Já mandou, de cara, o tema aborto para provocar polêmica. Depois, todas as escadas para corroborar as parábolas de Jota Messias. Um padre Kelmon, candidato a presidente do Brasil, diz muita coisa sobre nós. Tudo bem, já tivemos Enéas. Porém, um diácono ajudando um anticristo a prosseguir em sua satânica saga, é inédito e inacreditável. Que Deus tenha piedade de nós. Amém.

7:11Amado não é armado

Joni Correia, candidato do partido Democracia Cristã ao governo, disse em entrevista à Gazeta do Povo que quer transformar o Paraná no “estado mais armado do país”. Nas igrejas e nos templos os cristãos entenderam “amado”. Melhor ficar por isso mesmo.

6:54JORNAL DO CÍNICO

Do Filósofo do Centro Cívico

A provável vitória da direita nas eleições italianas fizeram foram motivo de regozijo para os partidários do presidente Bolsonaro. Imediatamente Giorgia Meloni se transformou em musa, Silvio Berlusconi em guru e já pensam em colocá-la na garupa do presidente brasileiro para uma última e decisiva motociata.