Do Goela de Ouro
A busca e apreensão na casa do ex-juiz Sérgio Moro ocorrida no último sábado, além de enfurecer o candidato ao Senado, serviu para estremecer ainda mais as relações do todo poderoso da Lava Jato com seus advogados e seu marqueteiro. Quem conhece Moro sabe que ele tem o mau hábito de terceirizar as suas culpas, nunca as assumindo. O ex-ministro, que já vinha tendo desgastes com sua equipe de marketing, culpou-a pelos erros gráficos que causaram a diligência policial em sua casa. Nem a ideia de “fazer do limão uma limonada”, culpando o PT pelo episódio, amenizou o desconforto que cada dia é mais crescente. Moro acha que “por sua biografia e qualidades” já deveria ter decolado nas pesquisas, mas amarga um segundo lugar e, pior, com mais chances de ir para terceiro lugar que ir para o primeiro onde está Alvaro Dias. O ex-juiz acredita que os R$ 600 mil pagos para o seu marqueteiro não estão dando os frutos que esperava, pois apesar do alto valor desembolsado, sua propaganda não tem conseguido demonstrar o “quanto especial ele é”. O ex-juiz federal, que é adepto daquela máxima de que “a culpa é minha e eu a coloco em quem eu quiser”, também ficou incomodado com seu advogado que não anteviu a possibilidade da busca e apreensão em sua residência. Segundo ele, a existência da ação no TRE poderia pressupor tal circunstância e que deveria ter sido antecipada e evitada. Para Moro, os culpados pelo fraco desempenho da sua candidatura até agora são três: o PT, o marqueteiro e o advogado.
A culpa é da Conja. Não tem marqueteiro capaz de mostrar que jumento é cavalo.
A culpa é do Serjo. O canto do marreco não engana nem a conja.