por Patricia Iunovich
Verme. Você entra no meu ventre. Come meus restos. Fica satisfeito. Eu nem bem digeri o que você comeu. Você é verme. É a sua natureza. Sinto dores frequentes no estômago. Eu, ao contrário de você, não consigo engolir. É sofrido. Antes de jogar o remédio da dor, o remédio do equilíbrio, de poder aguentar o sistema. Antes de aguentar você, que me espia, que sugou minha alma e minha sabedoria – menina vá viver no seu mundinho – pobre de espírito. Ah tá. É meu alter ego. O que eu impingi na alma torta e desconectada. Não tem uma guerra lá fora? Não tem um conflito bélico interno?