Há um momento em que o santo, ou o gênio, ou o herói, ou o craque tem uma brusca saudade da mediania. Por um instante, baixa nele um tédio cruel da graça que o ilumina. Um Napoleão, um Goethe, ou um Michelangelo há de perguntar, por vezes, a si mesmo: – “Por que é que eu não sou uma besta?” (Nelson Rodrigues)