Arquivo mensais:outubro 2020

8:48Vai ter ‘rancho’?

Na ‘consulta’ aos pais sobre os colégios cívico-militares não ficou claro se haverá ‘rancho’ nos estabelecimentos. No meio militar, o rancho é o nome informal dado ao refeitório, ou seja, o local da alimentação.

8:44Dias de consulta

Hoje e amanhã acontece a consulta aos pais de alunos da rede estadual de ensino sobre a possibilidade de transformação de 215 colégios de 118 municípios em escolas cívico-militares. As vantagens da possível mudança foram divulgadas em vídeo da Secretaria da Educação. Nas redes sociais apareceu também um texto (ver abaixo), onde são elencadas, para os pais os benefícios do projeto do governo que foi aprovado pelos deputados estaduais. O sindicato dos professores está em pé de guerra, pra variar, com tudo isso, já que o pano de fundo também tem as tintas da briga ideológica, etc. Em tempo: o texto que segue não tem assinatura oficial, mas bate com o que foi divulgado. O interessante é que é um chamamento para uma consulta com direcionamento explícito. A conferir.

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7:14Reação à reação

Ontem, durante a pancadaria que se seguiu à sugestão de um plebiscito para uma nova Constituinte, porque o Brasil está ingovernável, o deputado federal Ricardo Barros, líder do governo na Câmara, tuitou o seguinte:

“Nova constituição. Disse em seminário da ABDCONST que, “ eu , pessoalmente, defendo um plebiscito para uma nova constituinte que escreva muitas vezes a palavra deveres” . Desproporcional a reação de togados. Um dia pela democracia é o nome do evento. Propus um plebiscito.

6:50NELSON PADRELLA

DIÁRIO DA PANDEMIA

(*) Estava aqui me lembrando dos soldados argentinos invadindo as Ilhas Malvinas. Levaram um couro e só não foi pior porque a Rainha da Inglaterra teve dó. Na real, é de bom alvitre invadir países amigos se somos os responsáveis pela confusão em nosso país. Na Argentina da época nossos hermanos estavam com a corda no pescoço e tudo ia mal, senhor general. A guerra serviria para mascarar o imascarável. Agora, estamos nós falando em invadir a Venezuela.

(*) Nunca existiu incêndio no Pantanal. No Pantanal é tudo pântano e pântano não pega fogo. Quanto aos incêndios na Amazônia, é tudo papo de comunista, principalmente da China. Onde se viu uma área úmida como a Floresta Amazônica pegar fogo! Algum incêndio houve, isso é verdade, mas tudo por culpa dos brigadistas, esses incendiários comunistas. A acusação vai também para aquele menino, o Leonardo DiCaprio, nunca gostei desse garoto. Com certeza é comunista. O embaixador João Cabral de Melo Neto também. Tudo comunista.

(*) Varrendo o chão da cozinha encontrei por acaso um dedo da Marylin. Estava enegrejado, mas pela unha vermelha identifiquei um pedaço daquela mulher. Jolim veio ver, e quando mostrei aquilo ele rosnou. Eu disse “é amiguinha, é amiguinha”, mas nós dois sabíamos que eu estava mentindo.

ENTREOUVIDO NUMA TASCA, NO PORTO: Ô Manoel Joaquim, este dinheiro que acabaste de receber do brasileiro não está a me cheirar bem.

6:44Nenhum canalha é ridículo

por Carlos Castelo

Minha fixação pela figura do canalha deu-se nos anos de chumbo. Eu ainda era uma criança. Lembro-me que conheci a palavra logo após uma briga na saída da escola. Depois de aplicar um soco nas ventas de um coleguinha, ele saiu chorando, o nariz latejando. Quando me dirigia para casa, uma matrona — mãe do menino — pegou-me pelo pescoço, sacudiu-o e gritou:

– Castelo Branco, Castelo Branco! Só podia ser parente daquele presidente canalha!

A palavrinha ficou registrada em minha mente por anos. Tinha vergonha de perguntar aos meus pais porque a senhora havia dito que existia um presidente infame com meu sobrenome. Seria eu, por conseguinte, um canalha-mirim? E minha avozinha, tão meiga, uma macróbia canalha?

Outro problema: sonora como era, a palavra poderia ser pornográfica, como punheta, xereca, siririca, xibiu. E proferir isto na frente de uma família nordestinamente patriarcal, seria algo muito canalha de minha parte.

Este pequeno artigo é o resumo de grande uma obsessão, de mais de 40 anos. Ele comprova a célebre frase de Nelson Rodrigues de que “nenhum canalha é ridículo.”

Como sempre, as definições dicionarizadas (do italiano, canaglia; sujeito vil e infame e do latim “canalia” — coletivo de “canis”, cão) não exprimem muito bem a subjetividade dos termos importantes.

Sem querer bancar o canalhocrata, mas os biltres merecem muito mais da nossa linguística nacional. Afinal de contas, não sejamos hipócritas: o Brasil é o maior celeiro de tratantes do Hemisfério Sul. Se a economia e a política prosseguirem nos moldes de hoje, brevemente nosso mais importante produto de exportação não será mais o café, a soja, os sapatos de Franca: serão contêineres e contêineres repletos de pulhas.

Países que desejarem incremento na baixaria de seus Congressos importarão canalhas-políticos “made in Brazil”; nações desejosas de achincalhar a sua imagem importarão canalhas-marqueteiros. Todavia, é bom que se diga, há correntes que defendem os canalhas-advogados como mais ISO 9000 que qualquer outro tipo de nefando.

O produto brasileiro é infinitamente superior a seus concorrentes das Américas Central e Latina.

Para um canalha nacional, 100% puro, a moral e os bons costumes são apenas uma nota de pé de página no livro da vida. O canalha tupiniquim não tem ideologia, tem primazia. Não rouba, malversa. Não se mete, mete.

E, claro, faz tudo isso com grande cordialidade, simpatia, suavidade. E de roupa.

Estudiosos da canalhice e da cafajestagem como fenômeno social afirmam que, no Brasil, existem 60 cafajestes diferentes para cada Frei Galvão. Por esses e outros exemplos constatamos que o sociólogo Gilberto Freyre poderia perfeitamente ter batizado seu mais famoso livro de “Casa Grande & Canalha”.

Ainda assim, e com todos esses atributos, o Brasil ainda está bem distante do Primeiro Mundo no quesito patifaria. Mesmo com tantos casos célebres, ainda falta muita calhordice até que se consiga produzir um canalha-premium como Donald Trump.

19:38Uma Faca só Lâmina

de João Cabral de Melo Neto

Assim como uma bala
enterrada no corpo,
fazendo mais espesso
um dos lados do morto;

assim como uma bala
do chumbo mais pesado,
no músculo de um homem
pesando-o mais de um lado;

qual bala que tivesse um
vivo mecanismo,
bala que possuísse
um coração ativo

igual ao de um relógio
submerso em algum corpo,
ao de um relógio vivo
e também revoltoso,

relógio que tivesse
o gume de uma faca
e toda a impiedade
de lâmina azulada;

assim como uma faca
que sem bolso ou bainha
se transformasse em parte
de vossa anatomia;

qual uma faca íntima
ou faca de uso interno,
habitando num corpo
como o próprio esqueleto

de um homem que o tivesse,
e sempre, doloroso
de homem que se ferisse
contra seus próprios ossos.

18:21Sem tirar nem pôr

Do correspondente em Brasília

Clarissa Garotinho, candidata a prefeita do Rio de Janeiro, e que sempre deverá ser vista com certo cuidado em razão do histórico familiar, disse na sabatina do UOL que o ex-chefe dela, o prefeito Marcelo Crivella, gostava de viver rodeado de puxa-sacos. Troque Marcelo Crivella pelo nome de qualquer mandatário, de qualquer instância de governo, e a frase será válida.

16:54206.065 casos e 5.058 mortes

Da Agência Estadual de Notícias

Boletim registra 696 novos casos e cinco óbitos pelo coronavírus

https://bit.ly/3kwlaDP

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta segunda-feira (26) mais 696 casos confirmados e cinco mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 206.065 casos e 5.058 mortes em decorrência da doença.

16:25Molly entra na campanha!

Fabio Aguayo é candidato a vereador em Curitiba. Ele divulgou nas redes sociais sua visita à conhecida Chácara da Molly (ver abaixo). Escreveu o seguinte, embaixo da foto onde posou ao lado da ‘empresária’ que é sua amiga: “Ganhamos apoio deste importante setor de Curitiba. Estamos sempre em defesa dos setores de gastronomia e entretenimento”. Então, tá.

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