por Claudio Henrique de Castro
O governo deve promover a política de saúde e imunização coletiva por meio da vacinação do povo.
Reza a Constituição que a saúde é um direito social.
Há a obrigatoriedade da vacinação – e ninguém pode se negar a se vacinar.
A lei 13.797, de 6 de fevereiro de 2020, prevê que pode ser determinado, de forma compulsória, o isolamento, a quarentena; e a realização de exames médicos, testes laboratoriais, coleta de amostras clínicas, vacinação e outras medidas profiláticas ou tratamentos médicos específicos.
O Código Penal prevê no seu art. 268 que quem infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa, está sujeito a multa e a uma pena de detenção de até um ano.
No caso de menores de idade, há também a mesma obrigatoriedade da vacinação por força do art. 14 do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA.
No dia 3 de setembro Bolsonaro afirmou que “Quando eu falei: ninguém pode obrigar ninguém a tomar uma vacina. Ninguém pode obrigar”. Isto foi veiculado pela imprensa, nas redes sociais e pela Secretaria de Comunicação do Governo Federal – e repetida pelo vice-presidente.
Tal declaração não tem sentido, pois as leis brasileiras obrigam a vacinação.
Portanto, nunca é demais lembrar do Samba do Crioulo Doido, de a canção satírica composta em 1966, por Sérgio Porto, conhecido como Stanislaw Ponte Preta: “Joaquim José que também é da Silva Xavier queria ser dono do mundo e se elegeu Pedro II.”
Tomar uma vacina Tabajara? Nem a pau, Juvenal!