Do Analista dos Planaltos
O inferno astral de Bolsonaro não dá sinal de trégua. Ontem, foi uma avalanche de péssimas notícias. Além das primeiras impressões de gente que assistiu o vídeo da reunião presidencial – classificando-o como devastador, tivemos um triste recorde diário nas mortes provocadas pelo coronavírus, o dólar não para de subir e os governadores fizeram cara de paisagem para o novo decreto de serviços essenciais. A pesquisa CNT mostrou a popularidade de Bolsonaro e os índices de aprovação ao seu governo em queda livre. Durante a tarde, a trinca de generais palacianos – exatamente os três ministros mais ligados a Bolsonaro, deram respostas evasivas recheadas de “não me lembro”, ao serem ouvidos no inquérito, produzindo depoimentos considerados muito frágeis pelos investigadores. Pra terminar o dia, a AGU foi obrigada a entregar os exames de covid-19 de Bolsonaro a Ricardo Levandowski, ministro do STF sem qualquer conexão com o Planalto.
O último depoimento no inquérito do STF tem potencial de grande estrondo. Será ouvido o delegado da PF Rodrigo de Melo Teixeira, que foi defenestrado do cargo de chefe da PF em Minas Gerais, ainda nos primeiros dias do governo Bolsonaro, em episódio que já é visto como mais uma interferência política na PF, desta feita pelo interesse direto de Bolsonaro na tramitação do caso Adélio. O delegado Rodrigo Teixeira é considerado muito preparado e admirado na corporação, tendo integrado a lista tríplice dos delegados mais votados para o cargo de diretor da PF, no governo Temer. Além disso, Teixeira tem como característica a fala direta e não esconde o orgulho de se dizer digno das melhores tradições dos homens das Minas Gerais, terra de Tiradentes e Tancredo. A expectativa na PF é que será um depoimento franco e contundente.
Ainda digo que tem algo de sinistro nesse caso Adélio,o sujeito era cercado por 15 seguranças que se diziam inteligentes,o Adélio quase sobe nas costas de um deles para dar a suposta facada,se o sujeito treinava tiro na mesma academia dos filhos ,por que não usou uma arma,a PF num caso desse acabaria com essa história em 24 horas,cade a faca,cade os financiadores,muito esq
Esquisito.