Aldir não escreve, presta depoimento (sua obra são verdadeiros BOs da delegacia policial mais próxima), dá diagnóstico, antevê o futuro e enriquece o passado.
Doutor que socorre a alma humana, cuida do coração do palhaço e enche de fantasia a vida da empregada doméstica. Aldir corrige a realidade.
Seu navio, ancorado no porto de São Cristóvão, singra o mar de São Januário, percorre uma reta sobre o Caju, toma a direita sobre a ponte Rio-Niterói e, quando cruza a Baía de Guanabara, já tem os sete mares conquistados.
Seu cruzeiro dura meia hora somente, pois o nosso capitão sente muita saudade de casa.