18:18ZÉ DA SILVA

Viu na internet o túmulo de Garrincha, mal cuidado, lápide simples para um gênio do futebol. O que mais chamou atenção, no entanto, é que ali colocaram também o corpo de um guri e uma placa que brota do cimento daquela tampa de cimento. Não ficou chateado, como muita gente que viu. Achou que o homem das pernas tortas ficou feliz e começou a contar histórias e ensinar a criança a jogar bola. Sempre gostou de cemitérios – e não esquece um a beira-mar que visitou no litoral norte do Rio de Janeiro. Também tinha atração pela “última morada” dos grandes ídolos – e já foi até Buenos Aires para ver Gardel. Jura que é capaz de ouvir o morto cantar quando chega perto. Daí sua explicação para a multidão que, no Dia de Finados, visita o túmulo do cantor Paulo Sergio, sempre apontado como o de maior público. Acha que os mortos continuam gostando de plateia, daí o show. No caso do cantor popular, descoberto por Silvio Santos e “rival” de Roberto Carlos, aconteceu coisa estranha, porque fez sozinho uma visita em dia de semana. Ouviu o grande sucesso “A última canção”. Chorou e foi pra casa decidido a não mais entrar em cemitérios. Agora tem atração por pequenas urnas com cinzas.

Uma ideia sobre “ZÉ DA SILVA

  1. Sergio Silvestre

    Pois é,o poção do rio Piqueri quase na foz com o corrente sepultará as cinzas de dois velhos companheiros de pescaria.
    Por trinta anos pescamos nesse poção,é enorme e orlado por guapés,talvez seja no Pantanal o maior berço de pintados.
    Estaremos por lá com eles,já que os caçamos a vida inteira e depois poderemos até ser amigos.

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