11:17Por que o PP não queria?

Do analista dos Planaltos

Em 15 de fevereiro de 2007 o PP pediu para retirar da pauta de votação  um decreto legislativo que ratificava um acordo nas áreas do Direito (Civil, Penal e Criminal) entre o Brasil e o Líbano. Ninguém entendeu. Seria para tramitar mais rapidamente as informações entre os dois países sobre habitantes deles. O projeto foi aprovado em todas as comissões da Câmara nos 5 anos que tramitou e no Plenário (naquele momento do consenso e votação para limpar pauta). Então, o deputado Benedito Lira (PP-AL) pediu para retirar da votação pois precisava de mais tempo para estuda-lo. Interessante foi o protesto tardio, mas veemente, do deputado novato Mauro Nazif (PSB-RO), descendente de libanês, que não acreditava que o único ponto de pauta sem acordo fora exatamente este. Por que será?

No final de 2007 foi finalmente aprovado o Acordo pela Mensagem ao Congresso 325/05 - MSC 329/2005. O que diz a ementa:

Aprova o texto do Acordo de Cooperação entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Líbano sobre o Combate à Produção, ao Consumo e ao Tráfico Ilícito de Entorpecentes e Substâncias Psicotrópicas e sobre o Combate às Atividades de Lavagem de Dinheiro e outras Transações Financeiras Fraudulentas Afins, celebrado em Beirute, em 04 de dezembro de 2003.

Nada seria demais supor que houve um pedido especial de algum libanês que não gostaria que o acordo fosse usado também para informes das áreas criminais financeiras e tributárias. Se alguém pensou em Alberto Youssef, José Janene e Paulo Maluf (que são investigados pelos volumes de dinheiro no exterior) tem grande possibilidade de estar certo.

Agora cabe ao futuro ministro Sergio Moro fazer valer este acordo e trocar informações com a nova Suiça dos árabes.

Segue a reprodução de outro Acordo entre Brasil e Líbano, que nem foi votado mais:


E a retirada da Proposta na gestão Dilma Roussef:

 

3 ideias sobre “Por que o PP não queria?

  1. CARIOCANDO

    Mais de 10 mil dias seguidos seriam necessários para uma pessoa ouvir todos os diálogos captados pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo. Poucas horas de atenção aos áudios seriam necessárias para essa mesma pessoa perceber que o sucesso da quadrilha dependia da colaboração de servidores públicos e políticos. Na semana passada, em sessão secreta da CPMI do Cachoeira, no Senado, o delegado federal Matheus Mella Rodrigues, responsável pela Monte Carlo, listou 81 pessoas, muitas delas políticos, que mantinham contatos com integrantes da organização criminosa ou seriam cortejados por eles. Entre os listados está o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). Em 23 de agosto de 2011, Lenine Araújo, um dos principais colaboradores de Cachoeira, e Miguel Marrula (DEM), ex-vereador de Anápolis, em Goiás, falam da pretensão de Cachoeira de expandir sua atuação no Paraná. “Meu primo é muito… do vice-governador de lá, sabe? E quer levar o Carlinhos Cachoeira para conhecer o Beto Richa, lá, e a gente pode aproveitar alguma coisa nisso, você concorda?”, diz Marrula a Araújo.
    “Ele (Richa) é da família nossa. Você pensa num caboclo que gosta de um jogo…” Durante audiência na CPI, ficou claro que o primo a quem Marrula se refere é Amin Hannouche (PP), prefeito de Cornélio Procópio, no Paraná. Amin tem pretensões de ser o candidato a vice-governador de Beto Richa na eleição de 2014.

    http://revistaepoca.globo.com/tempo/noticia/2012/05/negocios-que-nao-param-de-jorrar.html

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