12:32O mapa da energia

Do site Geodireito

Atlas inédito mostra potencial energético do Paraná

O Paraná tem um grande potencial energético solar a ser explorado. A média dos valores de irradiação e de produtividade do Estado é maior do que em 29 países da Europa e 59% superior à média da Alemanha, país com a maior capacidade instalada do mundo. Essas informações fazem parte do último levantamento, feito em 2006. Essa base de dados está passando por uma atualização e fará parte do primeiro Atlas de Energia Solar do Paraná. A previsão é que a publicação seja lançada na segunda quinzena de abril.

Herlon adianta ainda que a partir de agosto deverá ser colocado à disposição do público um aplicativo para que os consumidores dimensionem suas necessidades de investimento em energia solar a partir dos dados de suas faturas de energia elétrica.

De acordo com o professor Gerson Tiepolo, coordenador do projeto, a ferramenta colocará à disposição dos usuários informações de radiação solar em qualquer ponto do Estado, permitindo que o consumidor faça simulações quanto ao SFVCR necessário para atender suas necessidades de energia elétrica.

Incipiente

Embora o Paraná tenha um grande potencial para utilização de SFVCR, é pouco o investimento no setor. Os projetos que mais se destacam são o Escritório Verde da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Campus Curitiba, com capacidade de 2,1 quilowatt-pico (kWp). Primeiro sistema em operação do Estado, foi instalado em dezembro de 2011, antes da Resolução 482/2012 da Aneel. O outro é o da empresa Elco Engenharia, de 8,64 kWp, homologado em outubro de 2013.

Só para se ter uma ideia, de acordo com dados do Atlas Solar de 2006 (levantamento nacional), o Estado que apresentava até então menor valor anual de irradiação e de produtividade no Brasil seria Santa Catarina, com 1.644 kWh/m² ano, e 1.233 kWh/kWp/ano. A Bahia seria o Estado mais solar, com 2.246 kWh/m² ano e 1.684 kWh/kWp/ano. A média total no Brasil estaria em 2.001 kWh/m²/ano e 1.501 kWh/kWp.

O mesmo atlas nacional mostrava que 12 estados tinham médias inferiores ao Paraná e 14 acima. Já na média, a proporção seria idêntica à do Brasil. Em relação às maiores médias anuais encontradas (Distrito Federal – 5.779 km², Goiás – 340.111 km² e Piauí – 251.611 km²), a produtividade local (199.880 km²) era 7,5% inferior. Na comparação com a Bahia, ficava 3,34% atrás.

Atlas Paranaense

O atlas é composto por um conjunto de mapas com valores de produtividade estimada total anual, média diária sazonal e média diária mensal do Paraná. O estudo mostrará que o incentivo à geração de energia elétrica por meio de fontes renováveis de energia tem crescido gradativamente de forma global e também no Brasil.

Uma das principais vantagens é que a energia solar é uma fonte alternativa que permite a geração de eletricidade de forma distribuída e próxima ao ponto de consumo, também de forma limpa e renovável, a exemplo da hidreletricidade.

3 ideias sobre “O mapa da energia

  1. zangado

    Iniciativa extremamente louvável. Na realidade, só não vê quem não quer, que é de luminosidade solar a potencialidade não só no Paraná, mas no Brasil, a energia solar. Todavia, enquanto nos países acima do equador já estão investindo massivamente na exploração dessa fonte inesgotável, aqui continuamos patinando no escuro. Os idealizadores desse mapa, em vez de lastimar a escuridão de mentes, governos e empresariado, acenderam essa luz. Auguri !

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