9:29A palavra do juiz

Do juiz auxiliar Nicolau Konkel, do Tribunal Regional Eleitoral, sobre a quizumba das pesquisas barradas (ele impugnou uma do Ibope e duas do Datafolha) a pedido da coligação que apoia o candidato Beto Richa (PSDB):

- Não posso me furtar a decidir em favor do eleitor. A preocupação é evitar possíveis distorções

-  As pesquisas devem atender aos critérios da legislação eleitoral, que são técnicos, para não limitar o âmbito de escolha do eleitor. A amostra tem que estar o mais próximo possível da realidade do Estado. E se não estiver, precisam ter critérios de ponderação adequados, que não foram apresentados.

- Entendi, e o Tribunal também, que não houve intenção do instituto (Datafolha) de condicionar a resposta do eleitor, mas a sequência podia levar o eleitor a fazer uma escolha que talvez não fosse dele, em especial no caso dos indecisos.

- O Tribunal entendeu da mesma forma ao dar a sentença na questão da falta do critério de ponderação nos dois primeiros casos, das pesquisas do Ibope e Datafolha. O Datafolha registrou a segunda pesquisa sem corrigir o problema detectado antes, ainda que já tivesse o indicativo da liminar.

3 ideias sobre “A palavra do juiz

  1. Diogo de Almeida

    Parabens a Vsa Excelencia juiz de DIREITO Nicolau Konkel….mantenha essa postura! Provavelmente, voce vai estar sofrendo ameaças, retaliações…mas sua dignidade e integridade está mantida!! Voce sabe o que tem acontecido nas pesquisas, inclusive o senador dias levou ao senado em 2006, e evitou que o povo fosse manipulado por falsidade…mesmo atraves de todas as tentativas dessa imprensa, e da OAB, voce não se calou……continue lutando pela verdadeira JUSTIÇA!!! é complicado, provavelmente passará por problemas!!! Mas a Justiça um dia vai vir e pessoas como este juiz serão valorizadas!

  2. Felipe Pizzato

    Chegou a mim a informação que a digníssima excelência tirou férias hoje (informação que, julgo, seria interessante se verificada por este blog). Se assim o fez, dá a impressão de que a única pesquisa de um instituto reconhecido que seria publicada – já há algumas semanas – IBOPE será também impugnada pelo “nobre” magistrado. Isto se confirmando, o juiz retira-se para não haver nem mesmo a possibilidade de se entrar com um recurso suspensivo, etc.
    Isto é o direito? Não, mil perdões, isto não é o direito, não é de direito nem é direito. Faço direito, curso direito na Universidade Federal do Paraná. Mas não é preciso isto para pensar que se aqui, se este juiz é o único do Brasil que está fazendo isto, compulsivamente impugnando todas as pesquisas, ou ele é o único juiz certo do país ou um dos errados. Creio que responder expressamente o mais provável é dispensável

  3. antonio carlos

    Admiro-me que um estudante de Direito não acredite na Justiça. Talvez por isto tenhamos tantos advogados sem exercer a profissão, ou por desconhecerem o Direito, ou por descrerem dele. Se o juiz é ou não o únco no Brasil, a discordar dos métodos poucos ortodóxos empregados pelos institutos de pesqusia, é salutar para o próprio Direito. Abre-se aí uma oportunidade de discussão. Condenar o juiz porque ele deferiu um pedido que entendeu correto a luz da legislação vigente, é um absurdo. E uma tremenda burrice. ACarlos

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