19:19A guerra do tráfico e o que não é dito

A venda de drogas fortalece os bandidos pelo simples fato de que há uma demanda enorme da droga, que não é do povo das favelas, mas sim o da cidade. Se todos os traficantes forem mortos, há uma multidão pronta para assumir o comando. O comércio lucrativo continua porque, no caso da cocaína, cheira-se cada vez mais na classe alta, média e baixa. Os que não conseguem olhar o mapa do Brasil insistem em dizer que tudo seria resolvido se houvesse fiscalização na fronteira. Só pode ser piada. A fronteira seca do Brasil é gigante e entra o que os bandidos quiserem. Este tipo de combate ao problema é ineficaz – se fosse eficiente, não entraria tanta droga nos Estados Unidos. Há mais: traficante de favela está na escala intermediária do cronograma do comércio maldito. A polícia nunca chega ao andar de cima, por um motivo ou por outro. Quem são os barões? Anos atrás o signatário entrevistou um promotor da PIC (atual Gaeco), do Ministério Público, que lidava com isso. Ele disse que, naquela época, todas as investigações que ele e sua equipe faziam esbarravam na porta da Assembleia Legislativa. Querem mais?

6 ideias sobre “A guerra do tráfico e o que não é dito

  1. Sergio Silvestre

    Pois é,numa entrevista do Marcola ELE DISSE COM TODAS AS LETRAS QUE OS MAIORES NARCOTRAFICANTES ESTÃO NO CONGRESSO E NO JUDICIARIO,QUEREMOS ENTÃO FAZER O QUE?TAMOS FUDIDOS.

  2. Parreiras Rodrigues

    Insisto no policiamento da fronteira. O artigo concorda comigo quando digo que os narco-traficantes moram em coberturas, usam gravatas e até mandatos para se escudarem. O pessoal dos morros, de sandália e bermuda, são os também nada inocentes, mas úteis. Mania de comparar Brasil com Estados Unidos…

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