19:41PARA NUNCA ESQUECER

Muhammad Ali (Cassius Clay) nasceu em 17/01/1942

Nós lembramos tudo, porque você sempre será o maior. Seus gritos contra o absurdo da guerra – e sua coragem em recusar vestir a farda para matar vietnamitas. Seu bailado no ringue fazendo flutuar seus mais de cem quilos com a mesma leveza de um Fred Astaire. Você que transformou um esporte violento em arte, mesmo que seja a de esmurrar e fazer cair mitos para ficar acima deles, como um deus negro a disparar contra a ordem estabelecida – porque você podia isso, Cassius Muhammad Clay Ali. Sim você foi à lona, mas talvez para mostrar que era humano como nós, seus fãs. E fez “A Luta”, aquela que Norman Mailer eternizou com texto tão cheio de energia, mas longe de traduzir a sua. Na sua África, em milhares de rounds sendo socado pela máquina de moer carne chamada George Foreman, amparado nas cordas, apanhando como os escravos que dali saíam para as América, para depois demolí-lo e se impor com uma saraivada de jabs feito raios com luvas venenosas. Ali, Clay, você sempre nos mostrou que é possível, mesmo não sendo um monstro sagrado que hoje, por conta de uma doença, não lembra mais de nada. Mas nós lembramos e, o melhor, jamais esqueceremos. Obrigado.

6 ideias sobre “PARA NUNCA ESQUECER

  1. leitor

    cassius marcelus clay
    herói do século 20
    sucessor de batman
    sucessor de batman
    capitão américa
    e superman

    cassius marcelus clay
    o primeiro
    tem a cadência
    de uma escola de samba
    e o 4-3-4 de um time de futebol
    salve Narciso Negro
    salve muhamad ali
    salve fighty brother,
    salve king clay
    o eterno campeão
    na realidade um ídolo mundial
    tem a postura da estátua da liberdade
    e a altura do empire state
    salve cassius marcelus clay
    soul brother
    soul boxer
    soul man

    (“cassius marcelus clay”, de jorge ben, do álbum “negro é lindo”, de 1971, com arranjos do genial maestro artur verocai)

  2. Conde Edmundo Dantas

    Assisti a luta contra George Foreman, foi, sem sombra de dúvidas, não só a luta do século, mas, a luta dos séculos!

  3. leitor

    não há de quê. as letras saíram a contento. aproveite esses dias de ócio pra ler “a luta”, o livro-reportagem do grande norman mailer sobre o combate entre ali e foreman no zaire. bons tempos. hoje, se escreveria algo assim sobre esse horror chamado mma? abraço, saúde.

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