10:32JORNAL DO CÍNICO

Do Filósofo do Centro Cínico

A decisão, agora, é entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nenhum dos dois joga um bolão que encanta todas as torcidas, apenas aquelas que comemoraram as vitórias como se fossem a primeira do Ibis depois de anos. Lula, que tenta o tetracampeonato, leva vantagem: tem a chave do cofre do Brasil e pode agradar gregos e baianos distribuindo grana preta pra uns e comida para outros. Flávio achou que o pai poderia controlar a boiada para o confronto final, mas esqueceu que ele está preso e tem como carcereiro um careca meio apagado porque sua mulher recebeu quase 100 milhões do Vorcaro e este está preso também. Lula já esteve preso engaiolado, mas para visitá-lo era só pegar a senha e cantar a música sobre o operário no poder. O atual presidente, aliás, reza e faz promessa para Nossa Senhora Aparecida para que haja mesmo segundo turno contra Flávio. Por que? Do jeito que a coisa está, só uma sombra restará do filho daquele que já foi presidente – para o enfrentamento final.

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