8:32O Atlético Paranaense em vidro e ferro

Da Newesletter Baixada (https://baixada.substack.com/

Nosso fotógrafo preferido, Sérgio Sade, revelou no Carneiro & Mafuz, nosso programa preferido no YouTube, um segredo mal guardado há muitos anos entre poucos atleticanos. Uma relíquia do Estádio Joaquim Américo está exposta, publicamente, na Rua Atílio Bório, no Alto da XV. Mas apenas para observadores mais atentos.

É uma peça clássica que enfeitou nossa casa por décadas. E que, com a demolição da praça esportiva na metade dos anos 90, para a construção da Arena, acabou relegada a algum ferro velho da cidade. De lá, foi reaproveitada, ninguém sabe como, em um imóvel que, curiosamente, é perto de um reduto rubro-negro, o Restaurante Tartaruga.

Nós, da Newsletter Baixada, já nos dispusemos a investigar como aconteceu tudo isso. Mas desistimos da missão arqueológica após infrutíferas e cansativas tentativas de localizar o proprietário do imóvel, que está alugado para uma casa de massas. Prepare-se, a descoberta é emocionante, mas a imagem é fortíssima e provoca perturbações:

Como se vê, há uma chance robusta de o landlord ter feito uma gracinha ao posicionar nosso escudo de ponta cabeça em uma composição de cores desfavorável. Nós já pensamos em recuperar a peça com britadeiras numa missão furtiva de reparação histórica, como se fôssemos egípcios resgatando uma múmia do British Museum.

E se não conseguimos reconstituir o trajeto do vitral, da Baixada para um ferro velho, e do depósito de sucata para o Alto da XV, nos ocupamos em compará-lo com várias fotos do recurso arquitetônico instalado. É interessante notar que a arrumação das listras do emblema não se encaixa com nenhum dos outros painéis ornamentais envidraçados. O que não quer dizer muita coisa.

Também percebemos que há tipos diferentes do mesmo mosaico de ferro e vidro atleticano. Pode ter sido uma instalação feita em outros tempos, colocada em um ambiente que não ficava exposto ao público. De certo é que não há nenhuma outra hipótese razoável que não aponte para a peça como espólio do Joaquim Américo.

E aí, quem vai resolver esse mistério?

|QUEM FAZ|

André Pugliesi, é jornalista, de Curitiba, 47 anos, tem 20 anos de atuação no ramo esportivo. Contato: [email protected]

Sandro Moser, é jornalista, de União da Vitória, 48 anos, autor da biografia “Sicupira – Vida e Gols de Um Craque Chamado Barcímio”.
Contato: [email protected]

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