- por Cláudio Henrique de Castro
De quanto é a fortuna de Elon Musk?
Resposta: um trilhão de dólares, valor que é maior que o Produto Interno Bruto (PIB) de 175 países, que representam 90% de todas as nações do planeta.
Outros bilionários em breve alcançarão este patamar.
Esta situação é uma consequência desmedida do capitalismo global, uma bizarrice que nos E.U.A. permitiu que esse trilionário excêntrico disponha como bem entender do seu dinheiro, sem prestar contas ao mundo e a ninguém.
Um estalar de dedos desse trilionário poderia resolver as catástrofes da Venezuela e da Palestina, poderia atenuar o problema da fome crônica em 47 países que atinge 266 milhões de pessoas, terminaria com o problema da fome aguda grave que atinge 35,5 milhões de crianças em 23 países (ONU).
Num piscar de olhos ele poderia investir em sistemas educacionais includentes, infraestrutura de água potável e energia elétrica em lugares onde impera o subdesenvolvimento econômico.
Com uma simples decisão ele poderia fomentar a solução dos problemas da poluição ambiental e da gestão de resíduos, como a acumulação de plásticos nos oceanos e o descarte de lixo que impactam a saúde pública e as enchentes nas cidades.
A questão da emergência climática e do aquecimento global poderia ser resolvida com maior agilidade, considerando investimentos maciços em energias alternativas.
O que afinal o dono de um trilhão de dólares e a banca global pretendem? Acumular mais e mais, sem se importar com o Planeta e a humanidade?
O Direito pode interferir neste processo de acumulação desmedida tributando de forma progressiva (Pikety) fazendo com que os recursos arrecadados tenham uma destinação global.
Desde sempre a Suíça e alguns países são paraísos tributários para os super ricos, pois permitem a acumulação sem responsabilidade social ou tributária, sem que se preste contas a ninguém ou a algum Estado ou organização internacional.
Não é à toa que a FIFA tem sede lá, e tantos outros personagens, bancos e empresas de poucos comentários ou investigações.
O mundo perde biodiversidade, com a destruição dos habitats naturais, com o desmatamento predatório que está levando espécies à extinção, pela destruição da estabilidade do clima, as secas prolongadas, ondas de calor e tempestades severas.
Isso tudo pode coexistir com um novo clube de bilionários e trilionários globais?
Eis o paradoxo global que precisa de uma solução jurídica e econômica.