Da coluna de Lauro Jardim, em reportagem de Rodrigo Castro em O Globo
O Ministério Público do Paraná denunciou quatro pessoas por suposta participação em um esquema de “rachadinha” comandado pelo deputado estadual Ricardo Arruda (PL). Além da esposa do parlamentar, também são alvos outros três servidores, entre eles Lucas Dorini Sabbato.
Sabbato é acusado de intermediar valores e operações de câmbio para entrega em espécie e foi denunciado por lavagem de dinheiro.
Beleza. Mas o caso, que mira crimes cometidos entre 2018 e 2023, pode resvalar em… Sergio Moro (PL).
Sabbato foi contratado como assessor parlamentar do ex-juiz da Lava Jato em 2023, mas durou apenas tês meses no cargo. Foi exonerado “a pedido”, após vir à tona que ele ostentava fotos com Jair Bolsonaro e aliados na redes sociais, além de posar com armas de fogo. O servidor ganhava cerca de R$ 24 mil à época.
A breve passagem pelo gabinete de Moro no Senado já circula entre adversários do senador, pré-candidato ao governo do Paraná, e deve ser explorado contra ele.
O ex-juiz da Lava Jato tem entre suas principais bandeiras a pauta anticorrupção. Não à toa, Flávio Bolsonaro busca uma aproximação com Moro, para colar essa “marca” em sua campanha.
A propósito, depois de deixar o gabinete de Moro, Sabbato também trabalhou no governo paranaense. Esteve lotado na Secretaria de Justiça e Cidadania entre julho e outubro de 2023, quando foi demitido por ser alvo do MP-PR na investigação.

Lucas Dorini Sabbato foi denunciado pelo MP em esquema de ‘rachadinha’ — Foto: reprodução Facebook