11:54“Wi-Fi” engoliu o Plim-Plim!

por Sergio Brandão

O aumento do número de 48 seleções na Copa do Mundo não inflou o torneio como muitos acharam que aconteceria. Cabo Verde e Curaçao já ensinaram aos gigantes uma lição de humildade que no minimo deveria fazer parar e pensar.

Enquanto as seleções emergentes celebram gols históricos, e heróicos empates, a Seleção Brasileira patina em um irritante tribunal digital.
Desde sábado, depois da estreia brasileira na Copa, a internet foi inundada por teorias da conspiração e análises táticas feitas por profissionais formados na “Universidade do X” (antigo Twitter). A facilidade de emitir palpites transformou novamente o país em um polo de milhões de técnicos autodidatas, onde o diagnóstico é a crise interna, bastidores corrompidos e saudade dos anos dourados. É o drama como catarse.

Fora das quatro linhas, a grande revolução desta Copa é estrutural. A CazéTV assumiu o papel de única plataforma a transmitir todos os 104 jogos, deixando a histórica hegemonia da TV Globo como segunda opção ou até terceira.

Parece mesmo que o futebol mudou de endereço e de tela. A Copa de 2026 descentralizou o jogo dentro de campo e democratizou o controle fora dele. Quem se apegar ao saudosismo analógico vai assistir aos novos tempos no banco de reservas

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