8:36O triunfo do Império da Quinta Série

por Marcos Barrero

O bravo e eficiente Marrocos não desmoralizou apenas a Seleção de Ancelotti, que agora mastiga chiclete e o primeiro fracasso em Copa. A Globo pulou pra dentro do mesmo pacote. Juntou-se aos seniores do Cappo de Reggiolo e na cobertura do jogo alcançou o auge de uma façanha anunciada. Faz a pior e mais ridícula cobertura de todos os tempos. Ficou uma graça a equipe de bermudinha. O pouca telha Escobar, que julga ter incorporado o espírito de Chico Anysio, dispensa a informação e cospe piadinhas infames. Ricardinho, ex-jogador torce e mente: repete que o mágico italiano tem bons coelhos na cartola e que o time é bom. Mas como assim se quase dez dos “craques” são filhotes derrotados de Tite, quatro anos mais velhos. Se tem Danilo do Fla, Casemiro, Ibanez, Paqueta&Cia jogando. E Neymar, de chefe de torcida, mancando. Certo é que já chegaram tropecando no degrau de entrada.
A Globo é um nada a ver. A tal Thaís, imbuída de uma alegria de instragram, sapateou no gramado como uma Gretchen no palco, pra demonstrar seus “guizos falsos da alegria”. Resta saber se o marido, presidente de escola de samba, deu “nota 10”. Caio Ribeiro pulou e cantou com a torcida como se estivesse na Vai Vai. Disse “o time vai”. Não foi. Os repórteres de “porta de estádio” incomodam o telespectador com um mantra insuportável. Os produtores convocam um grupelho de meia dúzia de torcedores, botam o repórter no meio e seja o que Deus quiser. Sai cada pensata! Pérolas ao vento. Só não pinta uma notícia.
A patuscada global lembra um desses comerciais dos intervalos, repletos de pachecadas e ufanismo de várzea.
É um liberou geral estúpido e anti-jornalístico.Tudo parece, enfim, uma grande farra de fim de ano no colégio. Estamos sob o Império da Quinta Série.
O fiasco, que já é histórico, me obrigou a contrariar os próprios instintos e o bom senso. Fui ver Galvão Bueno vendendo e mastigando batata, torcendo e brigando com o juiz no canal do baú das filhas do extinto SS.

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