por Mário Montanha Teixeira Filho
Teus olhos
espalham raiva e sangue,
teu corpo se afasta
e a boca cospe fogo,
se afoga, perturba,
enche de dor o desviver.
Não há o que dizer,
eis que nada serve.
A mesa posta
bate na tua cara,
o sonho que não existe
invade o coração machucado
e o dia apaga as luzes,
e a noite se apresenta.
Tem sido assim,
sempre assim –
impossível construir
no chão de fantasia,
no tempo que não vem,
na lama.