Recebemos de Thomaz Ramalho, diretor de Planejamento do IPPUC, a seguinte mensagem a respeito da nota “Ruído no IPPUC”:
Tenho a honra de ser hoje o diretor de planejamento do IPPUC no momento da revisão do plano diretor da cidade. Recebi este convite da Ana Jayme e aceitei, apesar do baque financeiro e do desligamento de minhas consultorias em andamento com a ONU, FIPE, FGV Cidades e BID/C40, por três motivos:
1) considero este processo a oportunidade urbana de uma geração (escrevi sobre isso na revista Espaço Urbano com outras duas colegas caso queira entender mais: https://indd.adobe.com/view/42673f24-302c-4ed4-8ee2-6c2a16b0bc91)
2) estar 100% do tempo em Curitiba me permite estar mais tempo com minha família, meu pai de 91 anos e meu filho Curitibinha de 1 ano e dez meses, já que antes eu tinha que viajar pelo menos uma semana no mês quando era consultor.
3) sempre quis ter uma experiência na gestão pública. Já fui servidor público internacional no ONU-Habitat, PNUD, UNOPS e GIZ, mas nunca tinha tido o desafio de estar na gestão pública no Brasil. Poder trabalhar numa instituição como o IPPUC é uma grande honra e oportunidade.
Na tônica da abertura e do diálogos, temos nos esforçado aqui no IPPUC para manter canais de diálogo com todos os segmentos e população.
Por favor, participem deste momento de consulta pública do Plano Diretor no nosso site: https://minuta-planodiretor.vercel.app/
Quem não pode participar da nossa audiência, fizemos questão de gravá-la e deixá-la disponível no Youtube em sua íntegra: https://www.youtube.com/live/i-PbVcEU3BQ
Segue também o link para apresentação: https://ippuc.org.br/planodiretor/2025/wp-content/uploads/2026/04/PD2025_2026-04-23_2AP.pdf
O nosso compromisso e com a transparência e a rastreabilidade e queremos, aqui no IPPUC, manter a excelência do planejamento que tornou nossa cidade uma referência global no planejamento urbano.
Olá! Sou moradora na cidade de Curitiba e tenho acompanhado a Revisão do Plano Diretor. Sou também integrante do Movimento SOS Arthur Bernardes e estamos cansados desse discurso de propaganda sobre Planejamento Urbano exemplar de Curitiba.
Obviamente que pensando em Brasil, e todo histórico dos planos diretores de CURITIBA, depois do Plano Agache, que podemos dizer que estamos a frente, mas essa régua é muito curta e faz tempo que Curitiba parou de inovar e caminha a passos largos rumo a verticalização da cidade, aumento de espaços para carros individuais, inexistência de um projeto sério de mobilidade urbana que atenda os desafios de uma Curitiba que cresce, e que precisa atender a alta demanda da população. Sem falar da urgência em adaptar a cidade para lidar com a emergência climática!
O que vemos na prática é muito discurso e pouca prática. O projeto do Inter 2, por exemplo, é um verdadeiro show de horrores na falta de planejamento, visão estratégica alinhada ao futuro, inoperância e caos urbano.
Estamos cansados de propaganda!
Sobre o Thomaz, acompanhei a audiência ontem e ele mostrou grande competência em mediar toda revolta de uma população que está cansada de escuta e participação fake.
Digo fake, porque os canais de escuta até existem, mas são ineficientes em traduzir escuta em projeto que usa a inteligência das comunidades em seus territórios! Isso quando esses canais não ocorrem em horário comercial, dificultando a ampla participação da sociedade que trabalha numa escala 6×1. Ah! E estamos cansados de escutar que vocês não podem fazer a vontade de todos, como se não existissem movimentos sociais sérios que estão interessados em contribuir com a construção de uma cidade para todos!
No caso da Arthur Bernardes, foram 2 anos de reuniões com o IPPUC e outras secretarias, debates técnicos com um grupo de moradores que foram além de reclamar sobre melhorias em seu quintal e que questionaram a inteligência e os benefícios da obra milionária do Inter 2, na região do Parque. 2 anos de escuta que resultaram em zero modificações estruturais no projeto inicial. Um projeto que não vai trazer benefícios para a cidade! Só prejuízos para os bairros envolvidos e o microclima da região. Sem falar do endividamento de mais de 160 milhões junto ao empréstimo do BID que teremos que pagar por 25 anos!
Não sei sobre qual o ruído estão falando, mas se for a indignação da população que esteve presente ontem, na audiência, aquilo não foi um ruído, foi um grito de socorro de uma população que está vendo sua cidade verde virar uma São Paulo de concreto, transito insano e muito prédios altos, túneis e viadutos!
Curitiba precisa ser inteligente de verdade e esperamos que o Thomaz possa nos ajudar nessa árdua tarefa!
O Ippuc mergulhou de cabeça na onda das modinhas descoladas, mas na prática, quem se beneficia com isso? Os ténico do Ippuc ficaram com o forévis piscando, quando negociaram um empréstimo de 619 milhões com um banco alemão, dinheiro que vai comprar ônibus elétrico chinês, que vão ser entregues de mão-beijada pras empresas do transporte coletivo, usarem e ganharem seu dinheirinho. Isso é planejamento de excelência???
Vejam o bairro novo da Caximba, quantos milhões que Curitiba pegou em emprestimos da Agência Francesa, pra construir casas horrendas, coladas umas nas outras. Mas como bem disseram a Verônica e o Valdir aí em cima, modinha é modinha, e precisamos sair do discurso vazio pra prática! O Ippuc já foi beeem melhor!!
o velho e bom IPPUC, não pensa mais, ele só existe para cuidar do plano Diretor, na minha visão ele que acabou com o Centro, como?
Em 1996, a maio briga era transformar prédios residencial em comercial, alguém ( não vou dizer o nome) teve a infeliz ideia de proibir estacionamento no anal central, depois o plano diretor liberou prédios comercial em zona residencial, temos hoje, no jardim botânico no prado velho, Cristo Rei, na linha verde. Hoje temos uma media de 500 pessoas trabalhando nos 4 prédios, tiraram em média, 2.000 empregos direto e 6.000 empregos indiretos, umas 4.000 pessoas que vão nos escritórios, e hoje vão dar a ultima facada , incentivando acabar com o que sobrou das salas comerciais. há e sem contar que a cidade voltou a olhar para os carros depois de 50 anos com a vias prioritárias, para veículos o famoso IPPUC já não é mais o mesmo.