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Morre Toninho Vaz aos 78 anos, jornalista e biógrafo de grandes nomes da cultura brasileira
Escritor e roteirista com trajetória marcante na imprensa e na literatura, ele deixa obras sobre figuras como Paulo Leminski e Darcy Ribeiro.
O jornalista, roteirista, escritor e biógrafo Toninho Vaz morreu nesta terça-feira (21), aos 78 anos, em sua residência na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Ele tratava de um problema no pé, devido a diabetes. A informação foi divulgada pela coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
Nascido em 1947, em Curitiba, Vaz construiu uma carreira sólida tanto no jornalismo quanto na produção literária, tornando-se referência no gênero biográfico no Brasil.
Autor de diversas obras, ele se destacou por retratar personagens importantes da cultura e da história brasileira, com uma escrita envolvente e bem documentada.
Trajetória Na Literatura E Biografias Marcantes
Entre os trabalhos mais reconhecidos de Toninho Vaz estão biografias de nomes como Torquato Neto, Darcy Ribeiro, Santa Edwiges e Luiz Severiano Ribeiro. Sua produção ajudou a preservar e divulgar a história de figuras relevantes em diferentes áreas.
Uma de suas obras mais conhecidas é “Paulo Leminski, o bandido que sabia latim”, lançada em 2001 pela Editora Record. O livro voltou a ganhar destaque recentemente com a homenagem ao poeta na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).
A obra é considerada uma das mais completas sobre Leminski, reunindo detalhes da vida e da trajetória do escritor paranaense, com forte apelo entre leitores e estudiosos da literatura.
Carreira Consolidada No Jornalismo Brasileiro
Além da atuação como escritor, Toninho Vaz teve uma longa e diversificada carreira na imprensa brasileira, passando por importantes veículos de comunicação.
Ele trabalhou em redações como Jornal do Brasil, IstoÉ, Band e SBT, consolidando sua experiência em diferentes formatos e linguagens jornalísticas.
Sua passagem pela TV Globo durou 14 anos, período em que atuou como editor de texto em programas de grande audiência e relevância nacional.
Atuação Na Televisão E Legado Profissional
Na emissora, Vaz contribuiu em produções como Jornal Nacional, Globo Esporte e Fantástico, exercendo papel fundamental na construção de conteúdos jornalísticos de qualidade.
Seu trabalho na televisão reforçou sua versatilidade e domínio da narrativa, características que também marcaram sua produção literária.
Toninho Vaz deixa um legado importante tanto na literatura quanto no jornalismo, sendo lembrado por sua contribuição à cultura brasileira e à preservação de histórias por meio de suas biografias.
Do blog do próprio Antonio Carlos Martins Vaz, o Toninho:
“Nasci em Curitiba, outubro de 1947. Primeiro trabalho como jornalista no Diário do Paraná (Emissoras Associadas), suplemento cultural DP Domingo, em 1969; em 1971, trabalhei como repórter e editor no Diário da Tarde (grupo Gazeta do Povo); primeiro trabalho em publicidade na JG Publicidade, em Curitiba, 1972. No Rio de Janeiro, a partir de 1974, trabalhei para a TV Bandeirantes (Rio) como editor durante dois anos. Na Rede Globo, também como editor, foram mais 14 anos, incluindo oito meses como editor/produtor em Nova York. Chefe de Redação da Rede SBT em Nova York, 1996. Repórter especial da revista Náutica e editor da revista Pesca Esportiva (Editora Grupo Um – SP), de 1998 a 2002. Publiquei, ao longo dos anos, artigos e reportagens no Jornal do Brasil, O Globo, revista Manchete, ISTOÉ e site NoMínimo.com. Escrevi as biografias de dois poetas importantes: Paulo Leminski e Torquato Neto. As outras biografias são: Edwiges, a santa libertária (Objetiva) e O Rei do Cinema, a extraordinaria historia de Luiz Severiano Ribeiro. Em 2011 foi lançado Solar da Fossa, um território de impertinências, idéias e ousadias (Casa da Palavra)”.
O blog e o próprio Tonho se esqueceram de “Meu nome é Ébano”, reveladora bio de Luiz Melodia.
Tonho, não, Toninho Martinz Vaz.