13:56JORNAL DO CÍNICO

Do Filósofo do Centro Cínico

Com a possibilidade de Cristina Grael. como vice, assumir o governo por alguns dias caso Sandro Alex seja eleito, o Palácio Iguaçu pode se transformar numa bateria de artilharia pesada.

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4 thoughts on “JORNAL DO CÍNICO

  1. Xunda

    Já está eleito antes das convenções? Ela já está eleita?
    Bah!!!! Que cansaço dessas bobagens! Quanta M.

  2. Jaime Lerner tinha razão

    Que comecem os jogos mortais. A turma dos preteridos vai seguir com chumbo grosso, sempre de fogo amigo. Vão derreter o Sandro Alex e isso será de dentro para fora e não de fora para dentro. Igual fizeram com Guto Silva – mas agora a própria Entourage do Guto pode vir a desferir golpes contra o homem forte das obras públicas, somando-se à galera do AC e do GG, dentre outros. A noite dos punhais longos se tornou no semestre, em curso, dos punhais longos. O governador não tem ninguém efetivamente confiável no seu entorno e isso é expressionante.

  3. Judge Monroe

    Falando em artilharia pesada, vale a pena atirar em Sérgio Moro, o famigerado Judge Monroe.

    Vi no Instagram de Sérgio Moro e não acreditei:

    Amin Hannouche parece ter decidido que a coerência é um detalhe dispensável — daqueles que se joga fora junto com o discurso antigo quando a conveniência bate à porta. Afinal, estamos falando de alguém que orbitou um grupo político ligado a figuras como Beto Richa e Luiz Abi Antoun, nomes envolvidos em investigações e escândalos no Paraná, e que agora resolve posar ao lado de ninguém menos que Sérgio Moro.

    Sim, o mesmo Sérgio Moro que, quando vestia a toga, não tratava esse círculo como “parceiros”, mas como alvos de operações, chegando a apontar indícios de “grande corrupção” e esquemas complexos ligados ao grupo de Richa. Ou seja: ontem era caso de polícia, hoje virou palanque.

    Amin, ao se alinhar a Moro, faz algo que beira o constrangedor: se submete politicamente a quem ajudou a desmoronar o ambiente político dos seus próprios aliados. É como aplaudir o incêndio depois de perder a casa — desde que renda um cargo ou uma foto conveniente.

    Mas, sejamos justos: não é uma incoerência solitária. Sérgio Moro também parece ter aderido à modalidade “memória seletiva premium”. O ex-juiz que construiu sua imagem combatendo exatamente esse tipo de grupo agora aceita — ou ao menos tolera — figuras orbitando o mesmo universo político que ele próprio classificou como corrupto.

    A pergunta inevitável é: o que mudou? As provas desapareceram — ou foi só o discurso que ficou pelo caminho?

    Quando Moro se aproxima de nomes ligados ao grupo de Richa, antigo réu de suas próprias decisões judiciais, ele não apenas relativiza seu passado — ele o reescreve. A Lava Jato, que antes era apresentada como cruzada moral, vira um detalhe incômodo diante da necessidade de montar chapa, somar votos e sobreviver eleitoralmente.

    No fim, o espetáculo é esse:
    — Amin finge que nunca esteve do lado atingido pela Lava Jato.
    — Moro finge que nunca mirou nesse mesmo grupo.

    E ambos esperam que o eleitor finja que não percebe.

    Se isso não é incoerência, é algo ainda mais sofisticado: uma espécie de amnésia política combinada — onde o passado é descartável e a conveniência sempre vence.

    Sérgio Moro é um político profissional da velha politica!

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