7:16Sem barulho, mas para ficar

por Patricia Iunovich

Assistir ao filme O Último Gigante, fresquinho na Netflix, mexeu comigo de um jeito difícil de explicar. O filme acompanha um homem que chega a Puerto Iguazú, nossa cidade vizinha, carregando muita coisa por dentro — perdas, silêncios, um certo cansaço da vida. Ele não vem por acaso. Vem pra se reencontrar: com o filho, com a própria história e com aquilo que ainda pode ser salvo dentro dele.

Tudo isso acontece tendo como pano de fundo as Cataratas do Iguaçu, que deixam de ser só paisagem bonita. Elas têm presença, peso, como se acompanhassem esse processo por dentro.

Talvez tenha me impactado ainda mais porque eu moro em Foz do Iguaçu. A gente se acostuma com essa grandeza toda e, sem perceber, para de olhar de verdade. O filme devolve isso.

Chorei litros, não só pela história, mas pelo jeito que ela é contada. Sem exagero, sem pressa. Quando você vê, já foi.

Saí com a sensação de que a gente anda rápido demais, até pelas coisas que são gigantes. E talvez o filme seja isso: um convite pra parar, olhar com mais calma e tentar, também, se reencontrar.

É daqueles filmes que não fazem barulho — mas ficam.

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One thought on “Sem barulho, mas para ficar

  1. swissblue

    eu assisti e achei um bom filme. O desfecho filho x pai foi nada ortodoxo. esperava mais por ser filme argentino. eles sao craques em fazer cinema. dica boa e te deixa a pensar é Sonhos de Trem (Train Dreams). A música
    A musica “Train Dreams”, composta por Bryce Dessner com vocais de Nick Cave, é o tema oficial do filme. A trilha sonora é atmosférica e melancólica, com destaque para a faixa “The Great Mystery”. Imperdivel. Desses para ver, guardar e rever. Se nao mexer com voce, algo esta mal dentro de voce.

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