por Mário Montanha Teixeira Filho
Há um esforço de mudança nos seus atos, nos planos que se renovam, no olhar contemplativo e afetuoso, nos sonhos de futuro. Ainda assim, as palavras se amontoam em frases excessivamente longas, complexas para os desejos imediatos que alimentam vidas virtuais e seus códigos. Ninguém mais quer saber de estilo, de poesia, de sentimento, a não ser os malucos, saudosistas como você.
O seu lamento se perdeu no deserto, não tem jeito. Mas é registro, mas é sangue que percorre as veias, é grito que o vento carrega. Talvez isso baste. Nós é que não percebemos.