Do Analista dos Planaltos
Se o governador Ratinho Junior não fala sobre a sucessão, é um problema que aumenta a pressão em cima dele, focado que está na disputa presidencial. Coincidência ou não, já deu na vista um anzol jogado em silêncio pelo senador Sergio Moro (União), também candidato e também adepto do silêncio, mas como estratégia de campanha. Ele não critica o governador e muito menos alguns dos pré-candidatos que aguardam a indicação do Palácio Iguaçu. Isso, publicamente, porque nos bastidores até conversa com Alexandre Curi, Guto Silva e Rafael Greca, os titulares do time do PSD que querem a benção de Ratinho Junior, que não vem. O ex-ministro e ex-juiz federal faz de conta até que não ouve ou vê as denúncias envolvendo a Sanepar publicadas em jornais do interior (Diário de Maringá e Gazeta do Paraná), explodem no colo de Guto Silva e alimentam pedidos do PT e do PDT, oposição na Assembleia Legislativa, interessados também em dividir o grupo do governador e baixar o machado para acabar com a continuidade de poder do grupo que está no poder. Há até quem aposte que, no fim das contas, Moro sonha em ser ele o nome a ser iluminado por Ratinho Junior para ficar totalmente visível aos eleitores – coisa que pode ser considerada delírio, mas que não é descartada por análises que acreditam em boiada voadora na política. Como janeiro praticamente já acabou e abril é o prazo final para que Ratinho decida sobre o que vai acontecer no Paraná – e se encara mesmo a disputa para tentar a presidência do Brasil, a chapa começa a esquentar nos bastidores e a dupla formada pelo presidente da Assembleia e o ex-prefeito de Curitiba tem a firme convicção de que não se pode ficar alheio ao perigo, cuja foto revela Moro, considerado ardiloso ou bem orientado nisso. Hoje, por exemplo, o secretário Greca viajou para a Itália ao lado do prefeito Eduardo Pimentel, este último integrante do grupo que, pode-se dizer, enxerga um futuro promissor, mas sem ruptura agora. Greca revela que há um mês sem conversar com Ratinho Junior. Pode ser tudo, pode ser nada, e a mistura de tudo isso pode provocar algo explosivo no futuro breve. Isso depende do governador, este que mantém o silêncio e alimenta a estratégia do adversário que quer rachar o grupo da situação.
Vai até o último instante insistindo com a candidatura dele… O PP e o União não vão acatar, ele vai tentar se viabilizar por um MISSÃO da vida, que não tem dinheiro de Fundão (é partido recém criado), vai perceber que não vale a pena. Levando-se em conta, em caso de êxito, não terá equipe pra montar o governo dele e verá sua gestão naufragar, assim como aconteceu com o Fruet na PMC.
Dai vai querer usar o “capital político” e os números dele e tentar emplacar a esposa como vice do Curi ou do Guto.
Pode printar!!! hahahahahahaha
Lembremos da Tribuna do Vale de Santo Antônio da Platina que detonou o Ezequias Moreira e a Sogra Fantasma.
Ezequias deixou o gabinete do Beto Richa e foi aboletar-se na Câmara Municipal de Curitiba com o cassado Cláudio Derosso e depois na Sanepar.
Que fazer com tamanha gana pela sanha do poder.