por Célio Heitor Guimarães
Já disse e repeti aqui algumas vezes: há pessoas que deveriam ser proibidas de morrer. O papa Francisco era uma delas. Argentino de Buenos Aires, nasceu como Jorge Mario Bergoglio e foi o primeiro americano a atingir o papado e chefiar a Igreja Católica Apostólica Romana, sediada no Vaticano.
Chegou de mansinho, sem alarde. Recebeu apenas um conselho de seu amigo e “hermano” brasileiro, o cardeal Cláudio Hummes: “Lembre-se dos pobres”. Jorge Mario fez mais do que isso: escolheu o nome religioso de Francisco e viveu entre os pobres, os oprimidos e os esquecidos. E marcou todo o seu pontificado pela simplicidade, humanidade e generosidade. Arredou, desde logo, toda a ostentação do cargo. Manteve a vestimenta mais humilde possível, o crucifixo de ferro no peito e nos pés os já gastos sapatos pretos que trouxera de Buenos Aires. Fez mais: revolucionou a Igreja Católica, aproximando-a do povo e das demais religiões. Modificou alguns conceitos/dogmas milenares, defendeu o meio ambiente, os imigrantes e as pessoas da comunidade LGBT-QIA+ (“Quem sou eu para julgá-los?”), assim como criticou insistentemente a guerra e a morte de inocentes. Mais ainda: além disso tudo, tinha bom humor.
Francisco enfrentou as críticas de católicos tradicionais. Isso não o impediu de desmistificar a figura de um Deus assustador e vingativo, presente no Velho Testamento da Bíblia. “Deus tem o coração de um pai, que não castiga os seus filhos”.
Tinha, também, um carinho especial pelo Brasil e pelos brasileiros. Em resposta a um fiel brasileiro, enalteceu a nossa hospitalidade: “Quando alguém que precisa comer bate na sua porta, vocês sempre dão um jeito de compartilhar a comida”.
Não por acaso, centenas de brasileiros compareceram ao funeral de Francisco, enterrado na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, em um caixão de madeira simples e com os velhos sapatos pretos esfolados. Sobre a lápide do túmulo, apenas uma inscrição “Franciscus”. Nada mais era necessário.
Dificilmente haverá outro Jorge Mario Bergoglio, mas espera-se que, pelo menos, os exemplos e as conquistas eclesiásticas de Francisco prosperem e os cardeais presentes ao conclave que elegerá o novo pontífice sigam o caminho do falecido papa. Para a glória e sobrevivência da própria Igreja Católica.
Caríssimo Célio Heitor.
Faço minhas as suas considerações a respeito desse humilde servo do Senhor, o Argentino Jorge Mário Bergoglio, autodenominado Francisco.
O Cardeal alemão GERHARD MULLER
disse que ” Conclave marcará fim de uma era ” Bergoglio se foi e com ele o papa Francisco.
Como pessoa humana e como padre católico, deixa saudades. Mas como papa foi um derradeiro fracasso. Misturou a doutrina de Cristo com suas convicções políticas de esquerda totalmente afastadas da tradição da Igreja.
O Concílio Vaticano II parece não ter sido suficiente para protestantisar a Igreja tornando-a quase irreconhecível aos olhos de 1900 anos de caminhada pelo mundo. Esse Concílio fez com que todos estes séculos parecessem errados na vida da Igreja.
Mas a Divina Providência nos enviou João Paulo II para amenizar esse conflito.
Entretanto Francisco foi muito além.
Iniciou seu pontificado escolhendo como nome de referência o patrono da Ordem Franciscana sendo ele um Jesuíta.
Abençoou casamento LGBTQIAPN+, o que configura uma aberração aos princípios da tradição e do magistério milenar da Igreja.
Abençoou criminosos e corruptos sem ter recebido o sacramento da penitência.
Procurou unir religiões heterodoxas, cujas doutrinas não são as mesmas do que as trazidas pelo Senhor Jesus.
Enfim, aos olhos de quem conhece a Igreja de Cristo, foi uma fraude como papa.
Sabendo o que fez, pediu para não ser sepultado dentro dos muros do Vaticano.
Daí o cardeal tradicionalista alemão se referir a
*”FIM DE UMA ERA “*