de Carlos Castelo
§ Se um técnico com quatro Champions League nas costas olha para a CBF e pensa: “prefiro ficar na Espanha lidando com imposto sonegado”, o que sobra para a gente? Jorge Jesus? Abel Ferreira? Ou vamos desenterrar o Dunga de novo?
A verdade é que a Seleção virou um circo sem lona, onde o palhaço principal é a própria CBF. Dorival Júnior saiu pela porta dos fundos depois de uma surra histórica da Argentina, e agora até o Ancelotti deu um sonoro “não, valeu” para a proposta de Ednaldo Rodrigues.
O próximo passo será ir atrás de algum técnico de segunda prateleira, tipo um português que ganhou a Libertadores há seis anos ou um argentino desempregado desde que perdeu para o Botafogo na Sul-Americana.
Enquanto isso, o Brasil segue em quarto nas Eliminatórias, tomando baile da Colômbia e da Argentina, com um elenco que mistura jovens promessas com veteranos que jogam de pantufa.
A torcida vai fazer o de sempre: encher o saco nas redes sociais, culpar o técnico, o pai do Neymar, a CBF, o gramado, o VAR e até o preço da cerveja no estádio.
A Copa de 2026, com seu uniforme vermelho da Jordan — que parece um grito de rebeldia contra a tradição — vai ser só mais um pretexto para sonharmos com o hexa e acordarmos com a realidade de que o futebol brasileiro está mais perdido que Uber na Rocinha.
No fim, se nem o Ancelotti quis essa bomba, talvez a solução seja contratar um coach motivacional para convencer o time de que entrar em campo não basta. É preciso jogar. Do jeito que está, o Brasil vai para a Copa com a mesma chance de título que eu tenho de ganhar na Mega-Sena jogando um bilhete só.