Pode ser tudo, pode ser nada, mas tem gente no Centro Cívico achando que Gilberto Kassab vai lançar Ratinho Junior como candidato boi de piranha à presidência do Brasil. Depois de sentir o termômetro, entra Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, na disputa, com o governador do Paraná de vice na chapa.
Toda fez que alguém do Paraná é lançado a vice, dá xabu
Alvaro Dias foi retirado pelo irmão Osmar como vice de José Serra.
O Bento Munhoz da Rocha renunciou e foi para o hotel no Rio de Janeiro esperar o momento de ser ungido a vice – nunca foi.
https://oexpresso.curitiba.br/2022/07/05/o-expresso-da-historia-a-casa-de-flora-e-bento/
Eita
“…Renunciou a governança em 2 de Fevereiro de 1955 e candidatou-se à vice-presidência da República, mas o movimento acabou desarticulado…”
https://wibajucm.blogspot.com/2011/05/bento-munhoz-da-rocha-neto-paranagua-17.html?m=1
E até do Café Filho:
https://atlas.fgv.br/verbete/3008
Olha o troco:
“No dia 2 foi firmado um acordo — conhecido por Acordo Jânio-Café — pelo qual o presidente da República comprometia-se a conceder a São Paulo os ministérios da Fazenda e da Viação e Obras Públicas, e a presidência do Banco do Brasil, não abrindo mão, contudo, da indicação do candidato a vice-presidente. Café Filho já tinha um nome: Bento Munhoz da Rocha, seu amigo íntimo, governador do Paraná e membro do Partido Republicano. O governador paulista, por sua vez, se comprometeu a abrir mão da sua candidatura em benefício da de Juarez. Com efeito, nesse mesmo dia, Jânio retirou oficialmente sua candidatura, anunciando seu apoio à chapa Juarez Távora-Munhoz da Rocha.
A inclusão de Munhoz da Rocha criava uma situação delicada para os republicanos, uma vez que o PR — particularmente a seção mineira — estava bastante comprometido com a candidatura Kubitschek desde o final de 1954.
A fórmula encontrada por Café Filho e Jânio, além disso, não foi bem aceita nas fileiras antigetulistas. No dia 3 de abril, em cartas enviadas ao presidente e ao governador de São Paulo, Távora recusou-se a integrar a chapa por não concordar com as bases do acordo, principalmente com o fato de Café Filho ter indicado Munhoz da Rocha sem consulta prévia aos partidos. A escolha do governador paranaense contrariou as pretensões da UDN, que almejava lançar o mineiro Mílton Campos como companheiro de chapa de Juarez.
O Acordo Jânio-Café também desagradou aos titulares das pastas da Fazenda e da Viação e Obras Públicas, respectivamente Eugênio Gudin e Rodrigo Otávio, e ao presidente do Banco do Brasil, Clemente Mariani, que renunciaram aos seus cargos. Ainda no dia 3, os demissionários foram substituídos por nomes indicados por Quadros: José Maria Whitaker assumiu o Ministério da Fazenda e Otávio Marcondes Ferraz, o Ministério da Viação e Obras Públicas. Whitaker escolheu o novo presidente do Banco do Brasil, o também paulista Alcides Vidigal.
No dia 4, representantes da UDN, do PDC, do PL e da dissidência do PSD, reunidos para discutir as bases do Acordo Jânio-Café, decidiram formar uma comissão encarregada de coordenar os trabalhos para a indicação de seu candidato à presidência da República. Da lista de candidatos, encabeçada ainda por Juarez, constavam também os nomes dos pessedistas Nereu Ramos, Carlos Luz e Etelvino Lins.
No dia 5 de abril, pressionado por udenistas, democratas-cristãos e pessedistas dissidentes, Távora voltou a candidatar-se. No entanto, horas depois, recuou novamente em sua decisão. No dia seguinte, diante da posição definitiva de Juarez, líderes da UDN e da dissidência do PSD decidiram lançar a candidatura de Etelvino Lins, que se impôs a Luz e Nereu Ramos. A candidatura de Munhoz da Rocha, criticada desde o início por setores udenistas, começou a ser virtualmente esvaziada. Em 13 de abril, o presidente nacional da UDN, Arthur Santos, declarou à imprensa que Munhoz da Rocha era um nome inviável.”
https://atlas.fgv.br/verbete/6022