de Carlos Castelo
SALVADOR
Quase meia-noite, ele chega do aeroporto ao hotel Oxumaré.
Liga para a copa:
— Por favor, um queijo quente.
O atendente, atônito:
— Essa hora tem mais, não.
Deita-se com fome.
Pela manhã, no desjejum, o rapaz da noite anterior se aproxima da mesa com uma fruta na mão:
— Aqui o caju quente, dotô. Com o sol de manhãzinha, chega tá pelando.