por Mário Montanha Teixeira Filho
MCP, o dono, não fala com ninguém. Paulo Autuori, o chefe do futebol, desapareceu. Assim, em meio a tanto silêncio e dúvida, o CAP segue um caminho perigoso. No Brasileirão, que parece não ser a prioridade, acumula derrotas, improvisa e desaba em momento decisivo, quando todo mundo quer se livrar do inferno.
Vamos pegar o Flamengo na Copa do Brasil com o moral em frangalhos. Jogadores sem confiança enfrentarão o melhor, o mais badalado, o mais caro, o mais protegido pelo “sistema”, o mais popular. Será preciso um esforço monumental para que o time não entre em campo de mãos dadas com o fracasso – um passarinho solitário e doente, maltratado pela chuva e pelo calor do sol, a cair nas garras do urubu visitante. Como afastar o vexame que se anuncia?
O planejamento das celebridades petraglianas é estranho. Não se compreende, até agora, por que Alberto Valentim foi contratado como técnico. Não se compreende a razão dos experimentos destrambelhados que esmagaram qualquer resquício de coletividade, que destruíram a perspectiva de formação de um grupo minimamente confiável. Mas esse é o CAP moderno, frio e pretensioso em suas inovações fajutas.
Pode ser que tudo dê certo, o que é improvável. Nesta altura, melhor seria concentrar todas as atenções no Brasileirão, onde corremos riscos que estão sendo desprezados pela cartolagem. Somos azarões na Copa do Brasil, e a Sulamericana é uma possibilidade que, se nada for feito até o jogo final, será tristemente desperdiçada.
O limite entre a glória eterna e o fracasso retumbante é estreito. Um detalhe, apenas, poderá nos salvar. Ou pôr tudo a perder.
MCP está enclausurado na sua masmorra no Mossunguê . É um caso que merece estudo . Como um ser tão mal humorado consegue administra um time de futebol ? É o famoso garoto enxaqueca do futebol nacional