“Clube dos jovens de ontem” é um nome porreta – e existe. Quis me associar, mas o portão estava fechado e, além disso, não poderia frequentar, pois moro a 3 mil quilômetros de distância. Guardei para contar história, pois, como disse o Gabo, vida é isso aí – ter o que contar. Esse tal e o João Saldanha sabiam escrever para tanto. A gramática era um departamento que os que entendiam do assunto davam um jeito, depois que eles batucavam as bem traçadas e passavam adiante. Mais ou menos como aquele outro, o Oscar, na área em que desenhava no guardanapo as ideias e mandava o time dar um jeito de fazer os cálculos e viabilizar os projetos em concreto. Todos comunistas. Dos bons, porque ganhavam o que valiam com o talento – e era razoável. Peguntei um dia a um da cidade, que tinha motorista e tudo, se comunista bom é comunista rico. Ele enrolou bem na resposta, pois era sua área – a do enrolation. Jovens de ontem. E eu? De que lado? Mais referência, como ciscador planetário. Jorge Luis Borges matou a charada da boa: anarquista conservador.