… Nos 1960 a chamada Nova Esquerda me fascinou bastante. Porque à parte “ajudar os pobres” e humilhar os ricos, propunha uma liberdade sexual e um espírito de aventura ausentes do que eu conhecia da vida de revolucionários comunistas. Tudo isso degringolou em preguiça, ignorância e incompetência que marcam a contracultura, que prevalece a mínima, biquini, de auto-afirmação: sou bom porque negro, porque invertido, porque mulher, porque isso e aquilo. Voltou a valer o que se é, não o que se faz, o que não passa de reacionarismo, ainda que mascarado de libertarismo em favor dos oprimidos.
de Paulo Francis em ’30 anos esta noite’
Eita!