15:56Briga nos ônibus

A disputa pela prefeitura de Curitiba por enquanto está resumida entre um ex-prefeito que não perde oportunidade de fustigar o atual. O deputado federal Gustavo Fruet parece ter saído da sua conhecida calma ao saber que, aprovada em primeiro turno na Câmara, o projeto para ajuda às empresas de ônibus, Rafael Greca reagiu às críticas afirmando, nas redes sociais, que as informações divulgadas são fake news. A metralhadora do pedetista, então, funcionou sem engasgar. Confira:

O prefeito do “sabe fazer” disse que são fake news as informações e críticas de que haverá repasse para empresas de transporte!

E ainda afirma que houve diminuição de custos de insumos.

1. Então porque a tarifa técnica não diminuiu? Ao contrário, aumentou para R$ 5,2449. Mais de 30% em relação ao ano passado!

2. Por ser ano eleitoral, o prefeito afirma que não haverá subsídio. Afinal, quem pagará a diferença de R$0,75?
R$4,50 cobrada do usuário e R$5,2449 paga para as empresas!

3. O projeto suspende a fiscalização dos indicadores de qualidade justamente em meio a pandemia? Lembrando que foram feitos acordos judiciais celebrado pela atual gestão, estimando-se que foram perdoados mais de R$ 30 milhões de multas referentes à falta de qualidade.
E mesmo com a frota parcialmente renovada (acordão), há previsão nessa lei do pagamento de “peças e acessórios”. Como assim? Os mesmos critérios para veículos novos e antigos?

4.Tira-se a fiscalização quando os ônibus têm que estar sempre higienizados e a frota tem que ser suficiente pra evitar superlotação, como temos vistos nos últimos dias.
Não especificaram as medidas e/ou parâmetros para a higienização e tampouco para a proteção à saúde dos colaboradores. Deve ser lembrado que a limpeza diária dos ônibus é uma obrigação vigente desde o início da concessão. Por que tirar a fiscalização?

5. O texto aprovado na Câmara também impede os usuários utilizarem os créditos que já tem no cartão. Obrigando os trabalhadores e empresas a comprarem mais e novos créditos para circular neste período. Ou seja, gastar mais quando se tem menos.

6. Se a ideia era preservar os usuários de eventuais oscilações da tarifa durante este período, bastava prorrogar a validade dos créditos. Como fizemos na nossa gestão e foi retirado pela atual.

7.As concessionárias são obrigadas a aderir a todos os programas federais e estaduais instituídos para custeio de salários ou demais encargos trabalhistas, competindo ao Município arcar com a porção complementar daquilo que não for coberto pela União Federal e pelo Estado.
Como é possível assegurar às concessionárias a complementação “daquilo” que não está detalhado? Além disso, o pagamento de salários e encargos, já está contemplado. Será que a idéia foi preparar terreno para pagamentos de outras despesas das concessionárias?

8. Se não há repasse de recurso, subsídio, para quê o projeto? Quanto será repassado até o final do ano? Será aportado subsídio pelo governo do estado? Por que nao estabeleceram limites no projeto?

Fake e feio é ver milhares de pessoas na fila da Caixa para receber auxilio, enquanto alguns poucos setores recebem recurso sem entrar na fila. Quem pode mais, chora menos! E é indigna, a conivência!

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3 thoughts on “Briga nos ônibus

  1. Lauro Ramos

    Esse sujeito foi um prefeito ridículo, até o Gaeco visitou a Secretaria de Urbanismo, deixou a cidade um buraco só, acabou com Curitiba e ainda tem coragem de abrir a boca…. o país está mesmo a deriva. Tem que investigar a produção do mandato dele de deputado federal. Esse é um grande fake

  2. John

    Guga, aceita que dói menos, se juntou ao PT para ganhar 2016, destruiu a cidade e vem cantar de galo.

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