por Renato Terra
Depois de postar um vídeo em que um leão se defendia do ataque de hienas metafóricas, Carlos Bolsonaro foi indicado pelo pai para assumir a embaixada brasileira em Hollywood. “Nenhuma produção do cinema brasileiro jamais atingiu tamanho apuro estético nos efeitos especiais. Tampouco lembro de ter visto um filme com roteiro tão elaborado, cheio de nuances que reinventam a jornada do herói. O Brasil estará muito bem representado!”, defendeu Caio Ford Coppola.
Animado com a repercussão de seu filme, Carluxo demonstrou espírito empreendedor e abriu uma produtora de cinema. Em seguida, postou uma continuação de seu primeiro sucesso: um thriller alucinante em que um pavão misterioso é atacado por hienas ensandecidas. Corajoso, o pavão se defende cuspindo fake news em cima de seus inimigos. No final do vídeo, que alude aos clássicos da ficção científica, sofisticados robôs assumem a forma de gado e libertam o pavão.
Procurado pela Disney, Carluxo estuda proposta para dirigir mais um filme da franquia que deu origem a “Procurando Nemo” e “Procurando Dory”. Os produtores americanos querem lançar “Procurando Queiroz” nos próximos 3 anos.
Vosso presidente não está se referindo ao Brasil em seu vídeo animalesco. Não existem leões na terra de Iracema. Existiram, sim, trazidos de outros continentes, e eram exibidos em jaulas onde eram apupados pelas crianças que iam ao circo. Hoje, os leões que conheço nominam ruas, inclusive de Curitiba, em memória de uma família que ajudou a escrever o nome do Paraná. Também considerei estranha a escolha de hienas atacando leão. Primeiro que no vídeo não estão atacando o hoje conhecido Rei da Jaula: estariam tentando alcançar os restos da caça depois que o felino fartou-se. Vejo a hiena como um animal da limpeza, como os urubus, o rapa, e – de uma forma mais respeitosa – os garis.
E também: Procurando Rose Noronha.