Do Filósofo do Centro Cívico
O pior desta eleição para presidente é saber que vamos ter de votar duas vezes. Teremos mais um mês de campanha e, tristeza total, saber que um dos dois vai ganhar.
Do Filósofo do Centro Cívico
O pior desta eleição para presidente é saber que vamos ter de votar duas vezes. Teremos mais um mês de campanha e, tristeza total, saber que um dos dois vai ganhar.
Quem me pede pra contar toda a verdade já está me exigindo uma mentira.

por Hélio Schwartsman
Juízes não têm formação adequada para as decisões que terão de tomar
Demorou, mas a opinião pública se convenceu de que a judicialização do SUS é ruim para a sociedade. A prática introduz uma iniquidade no sistema, já que são tipicamente os pacientes mais ricos que acionam a Justiça para obter acesso imediato a drogas, terapias e outros itens, o que tira recursos do fundo comum.
Na prática, a judicialização transfere a decisão sobre onde alocar recursos das autoridades sanitárias para juízes, que não têm a formação adequada para isso.
O que vale para o SUS vale para os planos de saúde. Ambos operam sob a mesma lógica. É o conjunto dos usuários que paga pelos tratamentos, seja através de impostos, seja de mensalidades. Isso justifica uma espécie de curadoria, que assegure que as prescrições (e os desembolsos) estejam de acordo com os princípios da eficácia e da economicidade. Quando um médico receita uma droga inútil ou um tratamento novo que até funciona, mas é muito mais caro que a terapia tradicional, estamos jogando dinheiro fora, seja no SUS, seja nos planos.
À luz dessas reflexões, devo dizer que não gostei da decisão do Congresso de fixar em lei que o rol de procedimentos cobertos pelos planos tem caráter exemplificativo e não taxativo, como havia sido definido pelo STJ. Meu receio é que o rol exemplificativo, uma lista aberta, seja um convite à judicialização. É importante aqui fazer um parêntese. Há dois tipos de judicialização, uma para reivindicar tratamentos ainda não incorporados à lista da ANS e outra para obrigar os gestores a honrar coberturas que deveriam ser líquidas e certas, como hemodiálises e cirurgias consagradas. Vejo a primeira com receio e a segunda como necessária.
Meu ponto é que a melhor forma de tratar o problema não é estimulando a má judicialização, mas assegurando que a lista da ANS esteja sempre atualizada, valendo para todos os usuários, não só para os mais sofisticados, com condições de abrir processos.
*Publicado na Folha de S.Paulo

Em Curitiba – Foto de Roberto José da Silva
Batata assada era o que não faltava no monastério onde coabitavam santas e demônios, sendo que alguns eram de estimação.
Dona Santa dos Anjos perguntou à Satanás:
– Ele já viu que estão prontas para o consumo?
O ex-anjo do Senhor, que agora prestava serviços para la famiglia, respondeu:
– Viu. Fez cara de meio dia e meia, tipo não sei onde você quer chegar.
– Ele sempre fica assim quando faz compras com dinheiro vivo. O que ele curte mesmo é fazer morto.
E as batatas, essas assavam sem que o Senhor Piá de Prédio lhe dedicasse atenção.
Sergio Moro e Ricardo Barros como personagens nacionais na chamada grande imprensa. O primeiro como personagem de “meu destino é trair”, de Reinaldo Azevedo. O segundo por ter R$ 420 mil em dinheiro vivo em casa e sua explicação para do Canal Uol. Confira:
Quando eu era pequeno,
topava contigo a cada instante.
Adolescente, passei
a encontrar-te cada vez menos.
Adulto, duvidei que
algum dia tivesse visto o
brilho de tua face e
te busquei incessantemente
por todos os caminhos.
Não te encontrei,
Senhor, nem poderia.
O piolho que segue na juba
do leão jamais terá
consciência de que possui um
leão inteiro.

Assim veio:
Começou nesta quinta-feira (01) a 2ª edição dos Jogos Brasileiros para Transplantados. A competição, que acontece em Curitiba até o próximo domingo (04), reúne atletas transplantados de todo o País e da América Latina para competir em sete modalidades: atletismo, corrida de rua ou caminhada, ciclismo, natação, tênis, tênis de mesa e triatlo virtual.
A realização dos Jogos foi uma articulação do vereador Marcelo Fachinello (PSC), que levou a ideia para o Prefeito Rafael Greca e mais uma vez teve o sinal verde para abraçar a causa. Os jogos fazem parte da força-tarefa que o parlamentar vem liderando para a retomada dos eventos esportivos em Curitiba
Do Filósofo do Centro Cívico
Fim do teto de gastos parece estar próximo. O que vem no lugar?, pergunta a manchete do jornal digital da família curitibana. A resposta é simples: “Um buraco sem fim”.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) é o preferido do eleitorado paranaense, com 43% das intenções de voto, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Opinião. Lula está em segundo lugar com 34%. Ciro Gomes (PDT) tem 6%, e Simone Tebet (MDB), com 4%. O levantamento foi feito nos dias 28 a 30 de agosto depois do início do horário eleitoral na televisão e no rádio. Foram ouvidas 1.200 pessoas em 52 municípios do Paraná. A margem de erro é de 3%. A pesquisa foi registrada no TRE (PR-09894/2022) e no TSE (BR-03073/2022).
Do Filósofo do Centro Cívico
Um psiquiatra que atuava como palhaço na cracolândia de São Paulo foi preso pela Polícia Militar. O palhaço, no pior sentido da palavra, que comanda o país anda por aí soltinho, falando e fazendo merda, e ninguém coloca uma camisa de força nele e tranca num hospício.
Pesquisa do Instituto Opinião revela que 81% dos paranaenses apoiam a democracia, 76% confiam nas urnas eletrônica e 51% são contra a posse e o porte de armas de fogo. Confira:22426 – Relatório Final – Estado do Paraná
O paraíso é um perdido boteco da Vila Centenário. (Paulo Leminski)

Foto de Ralf G. Stade
por José Maria Correia
Ontem perdi uma grande amiga e companheira de lutas democráticas.
Muito próxima de outros grandes amigos e patriotas como o governador Leonel Brizola e o ex- deputado federal Leo de Almeida Neves, Neide de Azevedo Lima partiu para a jornada eterna.
Estivemos juntos na Comissão da Anistia e da Verdade e, ainda quando como Delegado Geral no governo Requião, determinei a abertura dos sinistros arquivos da DOPS.
Neide participou como professora e mestra da Escola de Policia Civil em uma grande reforma pedagógica, ideológica e comportamental que iniciamos na década de 70 .
Também nos apoiou muito na Associação dos Delegados em palestras e conferências no Paraná e no Brasil.
Naquela época difícil na ditadura militar. tudo que era visto como contestação, mesmo no plano das ideias ou da cultura , era muito arriscado, como todos sabem e muitos viveram.
Neide ficou viúva ainda jovem, criou e educou seus filhos com muita dignidade e enfrentou todos os desafios e ameaças com coragem moral, além de brilhar na literatura e nas academias.
Sempre lembrarei dela iluminando as mentes dos jovens policiais nos caminhos civilizatórios do humanismo e da fraternidade igualitária.
Presto minhas reverências e ficarão as saudades.
José Salim Mattar Junior, fundador da Localiza, maior locadora de veículos da América Latina, é o maior doador individual de campanhas para esta eleição. Entre seus agraciados está o ex-procurador Deltan Dallagnol, candidato a deputado federal pelo Podemos do Paraná. Salim Mattar, ex-secretário de desestatização do governo Bolsonaro, doou R$ 25 mil para Dallagnol, que já arrecadou mais R$ 253 mil por financiamento coletivo. Segundo o colunista Leandro Mazzini, da IstoÉ, o empresário, cuja fortuna é avaliada em R$ 1 bilhão, está financiando candidatos a deputado federal com a condição de que apoiem o projeto de lei que libera a venda de remédios nos supermercados. Isso é política!
