Quem vive de esperanças morre mais magro.
Arquivo mensais:setembro 2022
6:16A VIDA COMO ELA É

Em Curitiba – Foto de Roberto José da Silva
6:14‘E no segundo turno, vai votar em quem?’
por Joel Pinheiro da Fonseca
Apesar da polarização e dos absurdos dos dois lados, não é uma escolha difícil
Apesar de eu preferir uma terceira via, tudo indica que teremos segundo turno entre Lula e Bolsonaro. Será preciso escolher. Vamos analisar ponto por ponto.
Na educação, houve muito o que criticar no governo Lula. Mas o fato é que milhões de jovens entraram na universidade. Com Bolsonaro, há terra arrasada. Nada foi feito. E não fez porque não quis. Teve todas as chances; no início, em vez de ministério de técnicos, escolheu agradar malucos ideológicos e corruptos.
No meio-ambiente, a mesma coisa: Lula esteve longe de exemplar, mas entregou um governo com desmatamento baixo, situação que começou a piorar a partir de 2012. Com Bolsonaro, novamente é terra devastada, agora literalmente: entrega intencional a interesses predatórios da grilagem e garimpo ilegais. Na Saúde, o feito mais notável de Bolsonaro foi usar o governo para produzir e promover charlatanismo e sabotar esforços de pesquisar e aplicar a vacina contra a Covid.
Já na política econômica, dá para dizer, com alguma plausibilidade, que Bolsonaro pode ser melhor que Lula, que muitas vezes acena a uma guinada heterodoxa e irresponsável. O discurso de Paulo Guedes olha para a direção certa, mas entregou muito menos do que prometeu.
Algo foi feito. A digitalização, a reforma da Previdência, a busca de investimentos privados em infraestrutura e saneamento, a facilitação da cabotagem. Mas muito andou na direção errada: de que vale defender o teto de gastos em teoria mas enchê-lo de buracos para pagar gastos eleitoreiros? Os subsídios irão para R$ 450 bilhões ano que vem. A reforma tributária, talvez a mais importante para destravar a economia brasileira, foi sabotada pelo próprio Paulo Guedes e sua insistência na CPMF.
Lula teve um primeiro mandato pragmático. No segundo, começou a dar sinais de mudança. Existe um risco real de uma guinada heterodoxa de Lula na economia, que traria consequências ruins. Juntar-se a Alckmin, Marina, Cristovam Buarque e agora Henrique Meirelles é o indício, contudo, da opção pragmática. Com um Congresso de direita e o mercado atento, sabemos que qualquer aventura irresponsável terminaria rapidamente com Alckmin na presidência.
Muitos eleitores não querem —com razão— votar num corrupto. Esse argumento seria decisivo se do outro lado tivesse um candidato íntegro. Do outro lado, no entanto, temos outro corrupto, que passou a vida na pequena corrupção fisiológica, desviando dinheiro público via gastos de gabinete e contratação de parentes e amigos. O PT roubou, mas não roubou sozinho: PL, PTB, Progressistas —os partidos do bolsonarismo— estavam no mesmo esquema. Por que lembrar só de um lado?
Por fim, já se descobriu corrupção no governo Bolsonaro na Saúde e na Educação. A principal diferença entre os dois nesse ponto é que Lula fortaleceu o Ministério Público e a Polícia Federal, que descobriram inclusive os crimes do PT. Bolsonaro neutralizou o primeiro e trava uma guerra para aparelhar a segunda. Quando se descobre algo hoje em dia —como a propina na compra de vacina ou cobrada por pastores na Educação— ficou mais difícil investigar e punir.
Por fim, a democracia. É do próprio Bolsonaro e seu entorno que vêm os chamados para radicalizar e se armar. É dele que vêm os ataques às eleições e até ameaças de não deixar o poder caso perca. Turquia, Índia, Polônia, Hungria (em cujo governo Bolsonaro se espelha declaradamente) e outros estão aí para mostrar o que nos aguarda caso seja reeleito.
Sendo assim, apesar da polarização e das doses fartas de absurdos dos dois lados, não é uma escolha difícil.
Publicado na Folha de S.Paulo
6:11A VIDA COMO ELA É

Foto de Maringas Maciel
5:53Ipec: Lula vai a 47%, e Bolsonaro segue com 31% no 1º turno
Da FSP
No segundo turno, o petista aparece com 54% das intenções de voto, contra 35% do presidente
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47% das intenções de voto na corrida eleitoral contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem 31%, segundo pesquisa Ipec divulgada nesta segunda (19).
No levantamento anterior, realizado há uma semana, o petista tinha 46% (ou seja, oscilou agora um ponto para cima, dentro da margem de erro) e o atual mandatário, os mesmos 31%. A diferença entre eles passou de 15 para 16 pontos percentuais.
Em seguida, aparece o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que se manteve com 7%. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) flutuou de 4% na última pesquisa para 5% agora.
O Ipec ouviu 3.008 brasileiros em 17 e 18 de setembro, em 181 municípios do país, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A sondagem foi contratada pela TV Globo e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR- 00073/2022.
17:34MIRAN

17:17“Se pudesse, não escreveria mais uma linha”
Do jornal Cândido, em entrevista a Marcio Renato dos Santos e Luiz Rebinski
O escritor e jornalista Sérgio Augusto revê sua carreira de 54 anos no jornalismo e fala sobre os temas que mais o instigam ainda hoje, como a literatura, os grandes cronistas e o declínio do jornalismo cultural brasileiro
A história do jornalismo cultural brasileiro do século XX não pode ser contada sem que Sérgio Augusto empreste o nome a um verbete. Colaborador das principais publicações do país desde os anos 1960, quando estreou no jornalismo como crítico de cinema na Tribuna da Imprensa, aos 18 anos, Augusto representa hoje uma espécie em extinção no jornalismo cultural brasileiro: a do jornalista que consegue, sem ser cabotino, escrever com a mesma propriedade sobre temas tão variados como cinema, música, futebol, problemas sociais e política. O que lhe rendeu elogios superlativos ao longo da carreira, como o de “Montaigne brasileiro”, exaltado por Moacyr Scliar na orelha de As penas do ofício, uma reunião de artigos de Sérgio Augusto publicada na metade dos anos 2000. A literatura foi outro tema que rendeu ao jornalista muitos textos. Suas análises e memórias sobre autores importantes da nossa literatura povoam prólogos e posfácios de obras essenciais, em geral resgatadas do limbo editorial. É o caso recente de O mais estranho dos países, livro de crônicas de Paulo Mendes Campos em que Sérgio Augusto dá ao leitor a dimensão do cronista mineiro dentro do cenário literário nacional. Há poucos anos, o jornalista coordenou a reedição dos livros de Rubem Fonseca pela editora Agir, um dos temas que ele comenta nesta entrevista. O escritor também fala sobre jornalismo pós-internet, a derrocada dos cadernos de cultura tradicionais e o mercado editorial brasileiro.
Com a crise da imprensa escrita, os cadernos de cultura estão sendo escritos por gente muito jovem, que se submete aos salários baixos que os jornais oferecem hoje. Qual a sua avaliação a respeito do jornalismo cultural praticado atualmente no Brasil?É uma cobertura utilitarista, norteada pelo mercado e pautada pelos divulgadores de editoras, artistas, produtores de filmes e peças etc, que se tornaram superegos dos editores. Se o noticiário político muito se ressente da promiscuidade que existe, sobretudo em Brasília, entre jornalistas e políticos, do jogo de favores que se estabelece entre eles, na cobertura cultural não é menor o compadrio, a complacência com os produtos lançados e a desigualdade de tratamento dispensado a quem é e não é amigo ou “funcionário da casa”. Em 54 anos de profissão nunca vi o jornalismo de patota ou dinástico praticado com tanta intensidade e desfaçatez como agora. Claro que em redações com alto índice de noviços e elevada rotatividade, onde o medo de perder o emprego só fez crescer nos últimos tempos, esse clima encontrou o ecossistema ideal para proliferar. As editoras mais poderosas praticamente editam o que sai sobre seus lançamentos e é publicado nos jornais; escolhem o dia, exigem primeira página, às vezes escolhem até qual veículo deverá ter prioridade ou mesmo exclusividade. Montaram um esquema que transformou os cadernos de cultura & amenidades em meras vitrinas, em extensões de seus press releases. E ai de quem ousar romper esse pacto sinistro.
17:06SOLDA (Alceu Dispor)

16:34Tirado do ar
A Justiça eleitoral tirou do ar o site ‘bolsonaro.com.br’, que associa o presidente Bolsonaro a Hitler. Claro que piadas já inundaram a internet, mas é melhor deixar pra lá.
16:28Mentor internacional
Assim veio
O médico paranaense René Santos Neto é o personagem de reportagem sobre a sua atuação como mentor na Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN). A sua atuação como professor de medicina foi destacada pela ISN pela parceria que fez com o professor Francisco Santa Cruz, da Universidade Católica de Assunção (Paraguai). Juntos eles criaram um curso para os alunos de medicina daquela instituição, que contou com o apoio da ISN.
16:10PARA NÃO ESQUECER GARY MOORE E I’D LOVE ANOTHER WOMAN
16:04Rainha Elizabeth II se levanta e sai andando ao ver Silas Malafaia: ‘Tudo tem limite’
Sensacionalista
A Rainha Elizabeth II, que já vinha dando sinais de arrependimento de ter morrido ao saber que Bolsonaro iria a Londres para seu funeral, desistiu de ir dessa para uma melhor ao saber que de todas as 210 milhões de pessoas no Brasil, Silas Malafaia foi escolhido como acompanhante do presidente. Elizabeth se levantou e mandou soltar os cachorros corgi em cima do pastor. “Não sei se ele veio até aqui porque ainda está procurando aquilo que o Ricardo Boechat o mandou procurar”, disse ela.
15:378 a 1
O Gaiato da Boca Maldita ficou de queixo caído ao saber que Lula tem o apoio de oito ex-presidenciáveis. Aí pensou um pouco e quase teve pena do Bolsonaro ao lembra que um grande cabo eleitoral dele é o Collor.
14:46JORNAL DO CÍNICO
Do Filósofo do Centro Cívico
- Bolsonaro e Malafaia representando o Brasil no enterro da rainha é muito mais escandaloso do seria a bateria da Unidos da Sapolândia acompanhando o cortejo até destino final.
- Um milhão de pessoas no funeral – e nenhum flanelinha, vendedor de espetinho, cerveja, cachaça, água ou pamonha.
- É falso que Meghan e o marido foram excluídos da missão de porta estandarte e mestre sala na Unidos da Rainha.
14:38A VIDA COMO ELA É

Em Curitiba – Foto de Lina Faria
14:31Guarapuava e a renovação feminina
Do enviado especial
Reportagem do Estadão publicada no final de semana mostra os municípios brasileiros que são os patinhos feios na distribuição das turbinadas emendas parlamentares. Isso ocorre basicamente com cidades que não elegeram representantes próprios para a Câmara dos Deputados. É o caso da tradicional Guarapuava, no Centro-Sul do estado. Em 2018, dos três candidatos mais votados da cidade dois eram políticos locais. A outra era Gleisi Hoffmann, turbinada pelo PT estadual. Apenas ela acabou eleita. Quem conhece do riscado, entende que outra mulher briga para ser representante da cidade. É a biomédica Janaina Naumann, que, em sua primeira eleição e sem família tradicional na política, foi a surpresa na disputa pela prefeitura em 2020. https://www.estadao.com.br/politica/deserto-politico-como-vivem-13-milhoes-de-brasileiros-esquecidos-pelo-congresso/
14:27Justiça suspende condenação de Dallagnol por diárias da Lava Jato
Do Poder360
TCU havia condenado ex-procurador a ressarcir os cofres públicos em R$2,8 milhões; decisão dá impulso a candidatura
A Justiça Federal do Paraná suspendeu nesta 2ª feira (19.set.2022) o acórdão do TCU (Tribunal de Contas da União) que condenou o ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos-PR) a ressarcir os cofres públicos pelos gastos com diárias e passagens da então força-tarefa da operação Lava Jato.
A decisão do juiz Augusto César Pansini Gonçalves, da 6ª Vara Federal de Curitiba, é provisória. O magistrado determinou a suspensão do acórdão e de seus efeitos até o julgamento final do processo. Dallagnol, que é candidato a deputado federal, havia entrado com ação para anular o processo no TCU, indicando supostas irregularidades.
Em agosto, o TCU condenou Dallagnol, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, e o ex-procurador-chefe do MPF (Ministério Público Federal) no Paraná João Vicente Beraldo Romão. A decisão impôs multa individual de R$ 200 mil e o ressarcimento solidário de R$ 2.831.808 à União.
No começo de setembro, ao analisar recursos, o TCU manteve a Dallagnol a multa e a obrigação de ressarcimento. No caso do ex-procurador chefe no Paraná, o tribunal acolheu a argumentação apresentada pela defesa e o livrou do pagamento da multa e do ressarcimento.
Ao suspender os efeitos do acórdão do TCU, Gonçalves entendeu que houve irregularidades e desrespeito ao contraditório e à ampla defesa. “As ilegalidades abundam e são manifestas”, disse na decisão. Leia a íntegra do documento (620 KB).
O magistrado afirmou que a definição do montante a ser ressarcido foi uma “estimativa mal feita dos valores que poderiam ter sido economizados”, elaborada pelo relator do caso, ministro Bruno Dantas. Continue lendo
11:32Onde?
de T. S. Eliot
Onde está a vida que perdemos vivendo?
Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?
Onde está o conhecimento que perdemos na informação?
11:18PARA NÃO ESQUECER

Foto de irving Penn
10:46Pesquisa BTG/FSB mostra alta de Lula para 44%; Bolsonaro tem 35% e Ciro, 7%
Do Terra
Pesquisa do Instituto FSB para presidente da República encomendada pelo banco BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira, aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança com 44% das intenções de voto na estimulada, seguido pelo atual chefe do Executivo e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), com 35%.
Com relação à pesquisa anterior, de 12 de setembro, Lula cresceu 3 pontos porcentuais (pp) dos 41%, acima da margem de erro de 2 pp e, no mesmo intervalo de uma semana, Bolsonaro permaneceu numericamente estável. Se considerados apenas os votos válidos, Lula teria 47% das intenções e Bolsonaro, 37%.