19:09ZÉ DA SILVA

Passei o ácido que a dermatologista recomendou. Na cara. Rosto? Não, cara. Isso porque fiquei educado. Fosse antes, era fachada mesmo. Alguma coisa aconteceu. Fui dormir pegando fogo e acordei sem pele. O filme de terror sem ser filme. Ossos à mostra. Caveira! O susto só não foi maior porque não sentia mais nenhum tipo de dor – e os olhos claros se tornaram tão penetrantes que não conseguia me ver como aberração. O primeiro teste com outro ser foi com o cachorro. Ele olhou e avançou com os dentes arreganhados. Levou um bico e foi procurar o dentista. Nunca mais voltou. Não apareceu ninguém em casa. À noite passei o tal remédio só na ossatura. Ficou branquinha. Veio a diarista. Deu bom dia, olhou direto nos meus olhos e foi fazer a faxina da casa. Naquele dia saí para o Centro da cidade. Nenhuma reação. Foi aí que olhei para os rostos anônimos da multidão. Caveiras!

Uma ideia sobre “ZÉ DA SILVA

  1. Sergio Silvestre

    Oi minha linda colegial,dos beijos ardentes ,namoro e alianças,o tempo nos erodiu,maltratou,mas continuas linda,meu amor.

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