19:26ZÉ DA SILVA

Não sou eu. Porque cismei. Bolinha de fliperama a tomar bicos por todos os lados. Sobe, desce, corcoveia, mais e mais pancadas, agora pelos flancos. Ai meu Jesus Cristinho! Que mal fiz eu a… quem mesmo? Ainda vejo o colorido da paisagem sob meus pés. Luzes a piscar. O meu a fechar. Que lindo! O olho vazado é só um detalhe. Dizem que levo para não cair no buraco de onde saí. Eba! Os seres humanos são humanos, mas não românticos. Toca aí um bolero, na voz do Bienvenido Granda, pois quero fazer a revolução. Do eu sozinho – e comigo mesmo! Um atira no outro. Não é suicídio. É redenção. Me rendo ao que há, desde a hora do acordar. Na madrugada, onde os gatos são gatos e as ratazanas fazem festa. Cacilda! Não consegui segurar a minha! Muito menos os outros, estranhos, sempre. O buraco… o buraco… Está escuro aqui. Mas há outros como eu. Sinto pelo contato. Me cochicham que vamos voltar para o espetáculo. Para apanhar mais. Porque é assim. E a máquina é lacrada. Sem saída. Só entrada.

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