9:28Uma tragédia e sete dedos

Aroldo e os sete dedos

Foto de texto de Franklin de Freitas

Mesmo na tragédia, o jornalismo é fascinante. Cheguei à redação e logo fui informado sobre o trágico acidente na BR 376 com vários mortos. Nem tive tempo de tomar um cafezinho. Ao chegar ao km 665 da BR 376, sentido Santa Catarina, já estava tudo parado. O acidente aconteceu no km 674. Sem hesitar. decidi  caminhar os 9 quilômetros. No trajeto, entre um caminhão e outro, a frase que mais escutei era “Você está longe”. Consegui chegar a tempo e fazer as fotos. Sinalizei com a mão e pedi uma carona para subir a serra. O “catarina” Aroldo parou o Scania, subi, e ali começou uma boa conversa. Com 23 anos der estrada, ele revelou que se acidentou seis vezes. Mas durante os relatos dos acidentes, disse que outra coisa era mais importante que suas batidas e capotamentos. “Eu tenho sete dedos no pé – e as pessoas só acreditam quando eu mostro”. Pedi para ver. E fotografar. Combinei o encontro com o motorista do jornal no posto da Polícia Rodoviária Federal. Ele estava lá e, no retorno para a redação, ainda na estrada, um carro capotou na nossa frente. Socorremos o motorista o motorista, que felizmente não se feriu com gravidade.  E tudo isso aconteceu em nove quilômetros….

2 ideias sobre “Uma tragédia e sete dedos

  1. antonio carlos

    O cara se acidentou e tem sete dedos, imaginem se tivesse só cinco. A esta hora já teria se encontrado com Jesus há muito tempo. ACarlos

  2. leitor

    Franklin de Freitas tem uma bela história. Começou como contínuo no Jornal do Estado, e ali se encantou pela fotografia e decidiu cursar jornalismo. Hoje, é dos melhores que temos na praça, além de um baita sujeito.

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