15:40TICIANA VASCONCELOS SILVA

Eu sou assim: feita de raiz e essência que, em profunda dormência, esculpem o corpo de minha alma que vagueia nos espaços ocos de uma memória ancestral.
Sou virgem, santa, profana, sacana, ingênua. Sou aquilo que me fez sofrer o indizível e o que me fez sorrir o impossível.
Sou o cerne das incertezas que se deleitam em uma mesa cheia de sabores e aromas peculiares.
Sou a seta do invisível que se move no infinito.
Sou apenas um pássaro criado em um mundo onde asas são as marcas de um júbilo crepuscular.
Sou o pó que se cristaliza após ser sorvido pelo veneno jogado ao vento.
Sou insana frente à beleza, pois ela me comove ao ponto de não poder mais distinguir o que separa a fonte do ponto final.
Sou eu, sou leve em meu pesar e canto as noites de um coração de criança que quer brincar de ser vento, que quer se casar com o tempo e que quer apenas que cada momento seja a magia dos instantes incalculados de Deus.

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