11:33Território de luta e resistência. Só que não!

Do Analista dos Planaltos

Ontem o sindicato dos professores estaduais fez mais uma manifestação. Sob o argumento de lembrar o ataque da cavalaria, no governo Alvaro Dias, ocupou o Centro Cívico com o mesmo script que animou todas as outras recentes paralisações: mais reajustes salariais, mais hora-atividade, mais concursos públicos, mais gratificações, mais licenças especiais etc e tal.. e fora Beto Richa. A direção sindical, explicitamente vinculada ao PT, aproveita cada uma destas oportunidades para desgastar o governo do tucano. Mas o que acontece quando o governante é amigo do sindicato? Greve, invasão e passeatas? Não. O caso de Minas Gerais explica. Segundo reportagem do jornal O Tempo, o governador Fernando Pimentel pode descumprir tudo o que prometeu aos professores que nada lhe acontecerá. Eleito com apoio da “APP mineira”, também filiada à CUT, ele deu de ombros a uma das principais promessas de campanha: adequar o salário do magistério estadual ao piso nacional. Um reajuste prometido para janeiro de 2017 ainda não foi pago, e não há previsão de pagamento. Dedicada cabo eleitoral de Pimentel, a presidente do sindicato dos professores mineiros, Beatriz Cerqueira, reconhece o problema, mas descarta a possibilidade de greve e de outros protestos e ações.

 

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