8:52PENSANDO BEM…

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ROGÉRIO DISTÉFANO

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o ex-ministro Gilberto Carvalho declara que Lula “nunca quis ser rico”. Coisa de católico, que julga pelas intenções, não pelas ações. Queria saber se o beato Gilberto sugeriu a Lula que confessasse os pecados e pedisse absolvição. Basta uma conversinha com seu colega, aquele que atende pelo nome de Deus.

João Dória, prefeito de S. Paulo, teve a habilitação suspensa devido à acumulação de infrações no trânsito. Explica que perdeu o prazo para indicar o nome dos motoristas que dirigiam seus automóveis – e que causaram os pontos, uma vez que a multa sai em nome do proprietário. Coisa de político, que nunca tem culpa de nada ou não sabe de nada.

O TSE não cassou a chapa de Michel Temer, mas trouxe um efeito benéfico para o Brasil: o PSDB mantém seus ministros no governo. Ou seja, cai a máscara do PSDB, agora não mais um PMDB fingindo ser honesto.

Uma gracinha o PT de dona Gleisi na nota sobre a agressão de militantes à jornalista Miriam Leitão: foi culpa da imprensa em geral e da Globo em particular, que acirraram a opinião pública contra o partido. Nem Michel Temer, nem Dilma, que brigam todo dia com a inteligência, conseguem produzir um raciocínio tão tosco, tão infantil.

Dona Gleisi lembra a criança que quando bate o narizinho na porta abre o berreiro e chama a mamãe para dar um tapinha na bundinha da porta. Mais uma prova de que PT entrou em paranoia: quem não está com ele está contra ele. Não aceita críticas, só elogios, por viver na crença do monopólio das boas intenções.

No TSE foi 4×3, no STF deu 3×2, sendo mantida a prisão de Andréia Neves, irmã de Aécio. Gilmar Mendes ainda não deu opinião para os jornais. Mas não demora.

Gilmar Mendes chama a atenção da colega Carmén Lúcia, presidente do STF: ela tem o dever de meter a boca no mundo para defender o tribunal e seus ministros atacados. Gilmar nada disse sobre o dever de defender o cumprimento pelo Senado da suspensão do mandato de Aécio Neves. O ministro-palmatória-do-mundo é bem seletivo nos bolos que aplica.

Beto Richa na reunião dos tucanos para decidir a permanência no governo Temer: “É difícil deixar de apoiar um presidente com base no ‘possivelmente’”. Por aqui o advérbio para o governador já chegou ao ‘seguramente’.

A boca torta do cachimbo. Nem Carmén Lúcia, a presidente do STF e do CNJ, escapa. Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, ela causou mal-estar ao nomear diretora-geral do CNH a mulher de juiz auxiliar de seu gabinete. Pode ser fofoca brasiliense. Mas pelo nome da funcionária até tem coisa de cabala, ocultismo. Confiram os agás no nome da moça: Julhiana Melloh. Procuro um bruxo para explicar essa mania brasileira com agá no registro.

Uma ideia sobre “PENSANDO BEM…

  1. Luiza C. Arruda

    Prezado Rogério,

    Leio com voracidade seus textos, dos quais gosto muito.

    Hoje, permita-me fazer uma correção.

    Parece inadequada a associação da declaração do senhor Gilberto Carvalho ao catolicismo.

    Primeiro, pode caracterizar um ataque gratuito a mais de 125 milhões de brasileiros e a mais de 1,2 bilhões de católicos em todo o mundo, o que -tenho convicção- não foi sua intenção.

    Em segundo lugar, o que está escrito diverge da orientação da Sã Doutrina:

    A doutrina da Igreja, condensada em seu catecismo, deixa claro que em diversos pontos orientações contrárias ao que seu texto apresenta. Vejamos apenas dois como exemplos:

    - §1753 Uma intenção boa (por exemplo, ajudar o próximo) não torna bom nem justo um comportamento desordenado em si mesmo (como a mentira e a maledicência). O fim não justifica os meios. Assim, não se pode justificar a condenação de um inocente como meio legítimo de salvar o povo. Por sua vez, acrescentada uma intenção má (como, por exemplo, a vanglória), o ato em si bom (como a esmola) torna-se mau.

    - §1759 “Não se pode justificar uma ação má, embora feita com boa intenção.” O fim não justifica os meios.

    Saudações em Cristo,

    Luiza C. Arruda (católica desde sempre e para sempre)

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