7:41PENSANDO BEM…

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Rogério Distéfano

Quem acredita que o presidente Donald Trump ordenou o bombardeio da Síria movido pela compaixão com as vítimas do ataque com armas químicas? Só os norte-americanos que votaram em Donald Trump.

O STJ mandou soltar os cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, presos após denúncia de corrupção. Mas os mantém afastados por 180 dias. Podiam aprender a fazer contas de verdade – a favor do Tesouro, não a favor deles.

Não posso brigar com quem não é presidente da República”. Assim Michel Temer explica sua atitude diante de Renan Calheiros, que lhe lança torpedos no Senado. Temer é constitucionalmente obscuro: para que um presidente brigue com outro presidente é preciso haver dois presidentes ao mesmo tempo.

Estava na hora de pegar os partidos políticos, como acabam de fazer os procuradores da Lava Jato quanto ao PP e deputados, que tiveram bloqueados mais de R$ 476 mi. Não adianta prender Ali Baba e os 40 ladrões, como faz o juiz Sérgio Moro, e deixar o butim na caverna. A juiz Friedman Wendpap, da 1ª. vara federal, lascou um ‘Abre-te, Sésamo’.

Beto Richa está unha-e-carne com João DOria, prefeito de S. Paulo. Quem ganha, quem perde? Do jeito que o Paraná gosta de copiar moda

alheia, ganha Beto Richa, que até já usa paletó sem gravata.

Tinha um deputado estadual nosso que se candidatou a alguma coisa (prefeito, governador) por um dos partidos de Guilherme Afif Domingos, hoje presidente do Sebrae. Afif, candidato à presidência da república, vinha com a aura do novo, embora lançado por Paulo Maluf: falava direto, macio nas consoantes e duro nas vogais, sotaque de paulistano rico e charme do vendedor de seguros que sempre foi. O deputado paranaense copiou tudo, do sotaque aos gestos, vogais e consoantes limpas de pé-vermelhismo. Pudesse tascaria um ‘Afif’ no meio do nome.

Gazeta do Povo. Se estava difícil manter o jornal impresso, que o fechassem de vez, sem essa alternativa do portal eletrônico-revista semanal. O jornal vendia pouco, dava para ver nas bancas, cujos donos comparavam as vendas de Gazeta com as da Folha de S. Paulo, uma lá em baixo, outra, bem acima. Entende-se que queiram levar adiante, a via eletrônica funcionando como soro ou balão de oxigênio.

Jornal eletrônico? Jornal em papel ainda é insubstituível, ler em tablet, iphone e computador não é o mesmo para o leitor comum. Melhor não ter Gazeta nenhuma a um arremedo maior de Gazeta, como vinha acontecendo, não pelo desejo dos donos, mas das circunstâncias. Imprensa pela internet deforma, não informa. Basta ver os sites que têm digitais digitadas.

A mudança da Gazeta é vilipêndio de um ícone. Sim, queiramos ou não, gostemos ou não, o jornal era um ícone da capital, cem anos de vida. O jornal merecia enterro respeitoso, morrer de vez. Louve-se aos donos a sobrevida que lhe deram por alguns anos. Se empresários outros fogem do risco de apostar na imprensa, continuaremos nessa maldição de olvido e isolamento, destino histórico do Paraná. 

3 ideias sobre “PENSANDO BEM…

  1. joao marcos

    Em muito nos entristece, porém, foi corajoso interromper a publicação diária do jornal, inevitável quando se tem o mundo em tempo real nas mãos, enquanto o jornal teria de passar por redação e ser impresso, a notícia ou a mensagem já esfriou…
    Isto temos de refletir profundamente por não se tratar de um jornaleco quaisquer, GAZETA DO POVO, ícone de várias gerações um respeitável Jornal. A palavra impressa estaria correndo risco de acabar? Como o new york times, elpais, financial times estão sobrevivendo? Será que foi algo pontual, empresa familiar, assim como grupos hegemônicos sem o patriarca perdem o elam, a motivação. A Gazeta do Povo não morreu, apenas aposentaram suas rotativas, pela imposição das páginas eletrônicas. Poderemos folhear digitalmente, apenas isto já deixou o jornal preocupado com os tradicionais leitores acostumados a molhar o dedo, sentir o cheiro da tinta, mas, questão de hábito e adaptação, a “nova” Gazeta de forma audaciosa e olhando o futuro talvez seja modelo para os demais e seja vista como revolucionária.

  2. Franco

    Deviam manter uma tiragem impressa reduzida, só para os tiozinhos assinantes que ainda se esbaldam com notícias de ante-ontem e procuram ofertas de carros usados nos classificados…

  3. eleitor desmemoriado

    Mas quem matou esta gazeta foram os próprios donos. Eles não sabem que outro jornal tradicionalíssimo que optou pelo mesmo caminho que esta gazeta vai tomar, vai retomar a impressão em papel? Quem será que está errado, os donos do grande jornal da família paranaense ou os donos deste jornal centenário que voltaram atrás?

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