18:37PENSANDO BEM…

Rogério Distéfano

MENINO CRIADO pelas tias e avós mandonas, tenho fascínio por mulheres fortes. Na História me amarro na rainha Catarina da Rússia, que internou o marido czar para assumir o trono, e na Rainha Cristina da Suécia, que em pleno século XVII abdicou para ser sapatão na Itália. A lista das poderosas é longa, corre os séculos, passa pelo império romano e cruza a Bíblia.

NO BRASIL resgato Carlota Joaquina, que conspirava contra o marido para incorporar a Argentina ao Brasil; a marquesa de Santos, dona Domitila, amante escandalosa que enfeitiçou Pedro I com chá de anágua. Na República só vi duas mulheres poderosas: Nair de Teffé, primeira dama do presidente Hermes da Fonseca, e Rosemary Noronha, primeira dama de companhia do presidente Lula.

MARISA LETÍCIA não tinha poder. Dilma deixou o poder derreter. E não é mulher, mas elo perdido de Cro-Magnon, daí se auto-definir “mulher sapiens”. No Paraná tivemos mulheres poderosas: Marlene Pereira, que controlava marido e governo, numa das mãos a caneta, noutra a cuia do chimarrão; Ivete Fruet e a nora Márcia – guerreiras, uma corre com os adversários às vassouradas, outra os detona com palavras afiadas.

GOSTO, cor, mulher e política não se discutem. Mas discuto e não escondo antipatia: Gleisi Hoffmann, que tenta extrair conteúdo do vácuo. Falta-lhe o encanto de Maria do Rosário e sobra-lhe o furor hírcico de Ideli Salvatti. Gleisi é como aquelas garotas de centro acadêmico, boas para a política e ruins para namorar. Na hora do carinho puxam a cartilha do socialismo.

CIDA BORGHETTI, a vice-governadora, poderosa ao peitar a armada brancaleônico-peto-recalcada no casamento da filha. Que dizer então dessas duas cativantes mulheres, Fernanda Richa e Margarita Sansone (a MinhaMargarita do bardo Rafael Greca). Nas duas sobeja o que fraqueja na senadora: classe, bons modos, refinamento intelectual, inteligência, elegância. Até a tatuagem do pé de Fernanda encanta.

FERNANDA é secretária dos governos do marido sem cair em maracutaias. O ‘primo distante’ não chega a menos 20 mil léguas submarinas dela. Seu social não é o clube, os amigos, a turma de casais, a inauguração da butique de comadre; são os carentes, os desassistidos. Se o tio não tivesse quebrado o banco, ela estaria tocando o Bamerindus. Se disputasse eleições, teria bancada maior que a de Ratinho Júnior.

MARGARITA é artigo que não se imita, pratica o low profile, manda de longe, pelo telefone, como no primeiro samba da história. Custa-lhe controlar as expansões do marido língua solta. O lustro que perpassa as facécias de Rafael tem suas digitais. Culta, viajada, poliglota, MinhaMargarita desvendou o mundo para Rafael. Sem ela, ele não passaria na imigração no aeroporto de Fiumicino.

CONSTA QUE Margarita expurga da prefeitura protegidos de Fernanda, incluso o delfim do casal Richa. Pode ser disputa qualificada de egos femininos, vitaminados no poder, grandes demais para conviver na infinitude sem limites do universo. Não tomo partido; viveria angústia e impasse maiores que os de uma hipotética guerra entre Ponta Grossa e São João do Triunfo. Ainda que os triunfenses triunfassem.

3 ideias sobre “PENSANDO BEM…

  1. juca

    Perfeita análise do Rogério, cabe só uma informação para quem não sabia e agora passa ater pelo mesmo curiosidade: Minha amada sempre foi assim, na outra gestão do não sei se tão amado, ela já fazia tudo isso e mais um pouco, então quem não conhece se engana e depois…. bem, depois já é tarde.

  2. Maquiavel

    Parabéns pelo texto.
    Como sempre muito bem escrito.
    Quanto as duas senhoras, tenho uma predileção pela estadual, que não faz mal as fotografias.

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